O acompanhamento pré-natal deve ser integral, multiprofissi...
I.A alternância entre médico e enfermeira nas consultas de pré-natal é recomendada como estratégia para promover o cuidado compartilhado e a gestão integrada da gestação na atenção primária.
II.Gestantes de risco habitual podem ser acompanhadas exclusivamente pela equipe especializada em atenção secundária, dispensando o acompanhamento pelas equipes da atenção básica.
III.O número mínimo de consultas realizadas durante o pré-natal é o principal critério utilizado para avaliar a qualidade da assistência prestada à gestante.
Está correto o que se afirma em:
Gabarito comentado
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Alternativa correta: B – I apenas.
1. Tema central da questão:
O foco da questão é o acompanhamento pré-natal na Atenção Básica, destacando a importância do cuidado integral e multiprofissional, a responsabilização dos serviços e os critérios de avaliação da assistência.
2. Resumo teórico:
O pré-natal é fundamental para a promoção da saúde materno-infantil, prevenção de agravos e identificação precoce de riscos durante a gestação. No contexto do SUS, esse cuidado deve ser compartilhado entre médico e enfermeiro, com prioridade para o acompanhamento na Atenção Básica. Diretrizes como a Caderneta da Gestante (MS, 2016) e a Rede Cegonha reforçam esses princípios.
3. Justificativa da alternativa correta:
I – Correta. A alternância entre médico e enfermeira nas consultas de pré-natal é preconizada pelo Ministério da Saúde como forma de cuidado compartilhado, ampliando a escuta, a resolubilidade e a qualidade do atendimento. Ambos profissionais têm competências complementares, promovendo uma assistência mais segura e humanizada (Caderno de Atenção Básica nº 32/2012).
4. Análise das alternativas incorretas:
II – Incorreta. Gestantes de risco habitual devem ser acompanhadas prioritariamente pela Atenção Básica, e não exclusivamente pela atenção secundária. O acompanhamento especializado é reservado para gestantes de alto risco ou quando há complicações (MS, 2016).
III – Incorreta. O número mínimo de consultas (seis, segundo o MS) é um parâmetro importante, mas não é o principal critério de qualidade. A qualidade é avaliada pelo acesso precoce, integralidade das ações, vínculo, humanização e resolubilidade do cuidado. Apenas a quantidade de consultas não garante assistência adequada.
5. Estratégias de resolução:
Leia atentamente cada afirmativa, buscando palavras absolutas ou restritivas (ex.: “exclusivamente”, “principal”) que costumam indicar erro. Lembre-se que a atenção básica é a porta de entrada prioritária no SUS e que quantidade não é sinônimo de qualidade em saúde pública.
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