Considere as regras de regência verbal da norma-padrão apli...
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Ano: 2026
Banca:
IF-PI
Órgão:
IF-PI
Provas:
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|
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Q4398377
Português
Texto associado
Texto para questão
Crise climática já condena uma geração inteira
a nascer e viver sob condições de calor sem
precedentes
No ano em que o Acordo de Paris completa
10 anos, é importante entender quais são suas
metas de longo prazo e o que elas significam para
esta e para as próximas gerações. A geração que
fatalmente viverá suas vidas inteiras dentro deste
período de calor sem precedentes na história da
humanidade já tem nome: “Geração Overshoot”.
Para tentar garantir o sucesso do Acordo
de Paris, esta geração terá a árdua missão de
remover da atmosfera uma enorme quantidade
de GEE (Gases do Efeito Estufa). Ainda não é
claro, porém, se tecnologias para remoção de
GEE existirão na escala necessária para que essa
geração possa evitar um colapso climático ao final
deste século.
Nessa incerteza quanto ao futuro, o conflito
entre os interesses da geração atual e os interesses
da geração overshoot é um tema que merecerá
mais discussão nos próximos anos e décadas.
Em um cenário otimista, se as metas do Acordo
de Paris forem cumpridas, a crise climática terá
sido resolvida ao final do século 21. Até lá, porém,
a crise deve se agravar em meados deste século,
quando muito provavelmente ocorrerá um período
de “overshoot” (do inglês, ultrapassar). Durante
esse período, a temperatura média do planeta
deverá estar acima da meta proposta pelo Acordo.
O Acordo de Paris, firmado em 2015,
não estabeleceu um prazo concreto para o
cumprimento das metas previstas no Artigo 2, que
trata de um limite aceitável para o aquecimento
global: “Manter o aumento da temperatura média
global bem abaixo de 2°C em relação aos níveis
pré-industriais, e envidar esforços para limitar
esse aumento da temperatura a 1,5°C em relação
aos níveis pré-industriais, reconhecendo que isso
reduziria significativamente os riscos e os impactos
da mudança do clima”.
A comunidade científica, de modo geral,
entende que o Acordo de Paris estipula metas para
serem cumpridas até o final do século 21. Existem
duas razões para visarmos um marco temporal
aparentemente tão distante como esse.
A primeira é uma restrição imposta pelo
sistema climático do planeta: quanto mais GEE
são emitidos (especialmente o CO2), mais a
temperatura média global se eleva. Uma redução
imediata das emissões de GEE, porém, não
seria acompanhada de um declínio imediato da
temperatura média global.
A segunda razão é uma restrição imposta
por princípios de justiça. O Acordo de Paris assumiu
que os países mais pobres não poderiam reduzir
imediatamente as suas respectivas emissões
sem comprometer o próprio desenvolvimento e
a perspectiva de erradicação da pobreza. Assim,
o Acordo de Paris estipulou também, no Artigo 4,
que cada país poderia continuar emitindo GEE até
que suas respectivas emissões atinjam, o quanto
antes, um pico.
O problema, porém, é que o Acordo de
Paris não estipula nenhuma “trajetória” (pathway)
específica para o cumprimento das metas de
longo prazo. Existe uma infinidade de trajetórias
compatíveis com essas metas.
O melhor dos mundos possíveis é aquele
em que as metas do Acordo de Paris são
cumpridas. No entanto, dependendo de escolhas
que se fazem hoje, o melhor dos mundos possíveis
pode também significar o pior dos mundos para
a geração overshoot, que terá de viver sob
extremos climáticos sem precedentes na história
da civilização.
Disponível em: https://g1.globo.com/meio-ambiente/noticia/
2025/01/20/crise-climatica-ja-condena-uma-geracao-inteiraa-nascer-e-viver-sob-condicoes-de-calor-sem-precedentes.
ghtml. Acessado em: 27 ago. 2026.
Considere as regras de regência verbal da
norma-padrão aplicadas a adaptações de trechos
do texto "Crise climática...":
I. No trecho “Existem duas razões para visarmos um marco...”, o verbo foi empregado como transitivo direto. No entanto, segundo o rigor da norma culta, para o sentido de "objetivar", o verbo visar deve ser transitivo indireto, sendo a redação correta: “visarmos a um marco”.
II. Se o trecho “...não seria acompanhada de um declínio...” fosse reescrito, utilizando o verbo implicar com sentido de “acarretar”, a forma correta de acordo com a norma gramatical seria: “...não implicaria em um declínio”.
III. Caso o autor desejasse expressar uma escolha da geração atual com o verbo preferir, a estrutura: “A geração atual prefere o desenvolvimento ao equilíbrio climático” estaria correta, pois esse verbo rege a preposição “a” e refuta o uso de “do que”.
IV. Na frase adaptada: “A geração overshoot assistirá o colapso climático”, a regência está correta, uma vez que o verbo assistir, no sentido de "presenciar" ou "ver", é classificado pela gramática normativa como transitivo direto.
Está(ão) CORRETA(S) apenas a(s) afirmação(ões):
I. No trecho “Existem duas razões para visarmos um marco...”, o verbo foi empregado como transitivo direto. No entanto, segundo o rigor da norma culta, para o sentido de "objetivar", o verbo visar deve ser transitivo indireto, sendo a redação correta: “visarmos a um marco”.
II. Se o trecho “...não seria acompanhada de um declínio...” fosse reescrito, utilizando o verbo implicar com sentido de “acarretar”, a forma correta de acordo com a norma gramatical seria: “...não implicaria em um declínio”.
III. Caso o autor desejasse expressar uma escolha da geração atual com o verbo preferir, a estrutura: “A geração atual prefere o desenvolvimento ao equilíbrio climático” estaria correta, pois esse verbo rege a preposição “a” e refuta o uso de “do que”.
IV. Na frase adaptada: “A geração overshoot assistirá o colapso climático”, a regência está correta, uma vez que o verbo assistir, no sentido de "presenciar" ou "ver", é classificado pela gramática normativa como transitivo direto.
Está(ão) CORRETA(S) apenas a(s) afirmação(ões):