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Q3222159 Fisioterapia
Um fisioterapeuta está planejando um programa de reabilitação para uma criança de 8 anos com paralisia cerebral espástica, nível III no GMFCS. Considerando as abordagens baseadas na Classificação Internacional de Funcionalidade, Incapacidade e Saúde (CIF), qual estratégia é mais adequada para promover o domínio ‘participação’?
Alternativas

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Para resolver esta questão, é importante compreender o contexto da paralisia cerebral espástica e a aplicação da Classificação Internacional de Funcionalidade, Incapacidade e Saúde (CIF). A CIF foca na funcionalidade e participação das pessoas em diferentes contextos, promovendo uma abordagem integrada e centrada na pessoa.

A criança mencionada tem paralisia cerebral espástica, que é caracterizada por um aumento do tônus muscular e dificuldades motoras. O nível III no GMFCS (Sistema de Classificação da Função Motora Grossa) indica que a criança pode andar com limitações e usar dispositivos auxiliares para se locomover em ambientes internos.

Alternativa correta: B - Propor um programa domiciliar com metas de atividade definidas pela criança e familiares.

A escolha da alternativa B está alinhada com o domínio 'participação' da CIF, que se refere à inserção da criança em atividades e contextos sociais relevantes, como a interação familiar. Ao definir metas junto com a criança e seus familiares, o programa de reabilitação é personalizado, promovendo o engajamento e a realização de atividades significativas no cotidiano da criança. Isso é fundamental para melhorar a qualidade de vida e a autonomia, que são objetivos centrais na reabilitação de crianças com paralisia cerebral.

Análise das alternativas incorretas:

A - Implementar terapia com veste para fortalecimento muscular.

Embora o fortalecimento muscular possa ser importante, esta abordagem não foca diretamente no domínio 'participação'. A terapia com veste geralmente é utilizada para melhorar a postura e o alinhamento corporal, mas não envolve a criança em atividades sociais ou familiares.

C - Utilizar o treino em esteira para melhorar a marcha.

O treino em esteira pode ser benéfico para a função motora, especialmente para melhorar a locomoção. No entanto, a questão aborda a 'participação', que é mais abrangente do que apenas a marcha e envolve o engajamento em atividades sociais e cotidianas.

D - Realizar exercícios de estimulação elétrica para reduzir o tônus muscular.

Este tipo de intervenção pode ajudar a reduzir a espasticidade, mas não está diretamente relacionado ao aumento da participação da criança em sua comunidade ou família. A redução do tônus pode melhorar a função motora, mas a participação requer mais do que isso.

E - Aplicar a técnica Bobath/TND com foco na normalização do tônus.

A técnica Bobath é tradicionalmente utilizada para melhorar o controle motor e normalizar o tônus muscular. No entanto, como nas opções anteriores, esta abordagem não aborda diretamente a 'participação', que é o foco central da questão.

Compreender a diferença entre intervenções focadas na função motora e na participação é crucial para responder a esta questão. A alternativa B é a única que claramente promove a participação ao integrar a criança e seus familiares no planejamento das atividades.

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