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Q3416324 Odontologia
Gengivite é uma forma leve de doença periodontal caracterizada pela inflamação das gengivas. O primeiro sinal clínico de uma gengivite é:
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Tema central: Gengivite é inflamação reversível do periodonto de proteção, desencadeada pelo biofilme. Em fases iniciais, não há perda de inserção clínica nem reabsorção óssea.

Alternativa correta: D – Sangramento à sondagem (BOP)
O sangramento à sondagem é o primeiro e mais sensível sinal clínico de inflamação gengival. Decorre de vasodilatação, aumento da permeabilidade capilar e ulceração do epitélio do sulco, que sangra com leve pressão de sonda (~0,25 N). É um achado objetivo, reprodutível e base para o diagnóstico atual de gengivite: BOP em >10% dos sítios, sem perda de inserção clínica ou óssea (Classificação AAP/EFP 2017/2018). Referências: Carranza’s Clinical Periodontology; American Academy of Periodontology; UpToDate.

Estratégia de prova: Diante de “primeiro sinal clínico” em gengivite, priorize achados precoces e objetivos. A cor pode mudar depois; mobilidade e trauma oclusal não definem gengivite; cálculo é fator local, não sinal.

Análise das alternativas incorretas:

A – Aparecimento do cálculo: Cálculo é um fator retentivo de biofilme, não um sinal clínico da doença. Pode estar ausente em gengivite inicial. O primeiro evento é inflamação tecidual detectada por BOP, não mineralização do biofilme.

B – Trauma oclusal: É uma condição mecânica que afeta o ligamento periodontal (alargamento do espaço periodontal, dor à mastigação, mobilidade), mas não causa gengivite e não é sinal dela. Gengivite é infecciosa e localizada na gengiva.

C – Mobilidade do dente: Costuma refletir perda de suporte (periodontite) ou trauma oclusal. Na gengivite, não há perda óssea nem de inserção; portanto, mobilidade não é um achado precoce.

E – Coloração da gengiva: Eritema pode ocorrer, mas geralmente após alterações vasculares detectáveis pela sondagem. A cor é mais subjetiva e menos precoce que o BOP.

Diagnóstico prático: Inspeção clínica + sondagem gentil. Critérios: BOP presente, profundidades geralmente ≤3 mm, sem perda de inserção clínica e sem perda óssea em radiografia. Ausência de BOP tem alto valor preditivo negativo para atividade inflamatória (Lang et al.).

Essência para memorizar: Em gengivite, pense “biofilme → inflamação → BOP”. O BOP aparece antes de mudanças de cor ou aumento de volume.

Referências: Carranza’s Clinical Periodontology; AAP/EFP 2017–2018 Classification of Periodontal Diseases; UpToDate – Gingivitis: Clinical features and diagnosis.

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