O Infarto Agudo do Miocárdio (IAM) é uma das principais eme...
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Tema central: manejo pré-hospitalar do Infarto Agudo do Miocárdio (IAM). Objetivos: reconhecer precocemente, reduzir dor e isquemia, evitar progressão do trombo e preparar para reperfusão. Diretrizes ESC/AHA e Ministério da Saúde orientam condutas padronizadas.
Alternativa correta (A): O AAS oral mastigável (160–325 mg) deve ser administrado o quanto antes, na ausência de alergia ou sangramento ativo. Seu efeito antiplaquetário inibe irreversivelmente a COX-1, reduzindo a formação de tromboxano A2 e a agregação plaquetária, limitando o crescimento do trombo coronariano. Evidências mostram redução de mortalidade com AAS precoce (ESC 2023; AHA/ACC; UpToDate). No pré-hospitalar, é uma das medidas com maior impacto.
Como pensar na prova: procure ações com benefício comprovado, fáceis de aplicar e com contraindicações claras. Desconfie de enunciados com “sempre”, “invariavelmente”, “em todos”. Lembre-se do pacote inicial: ECG 12 derivações precoce, AAS, acesso venoso, oxigênio apenas se hipoxemia, analgesia e nitrato com cautela, além de monitorização e organização da reperfusão.
Análise das incorretas:
B) Postergar o acesso venoso é inadequado. Diretrizes recomendam acesso periférico precoce para analgesia, antiagregantes/anticoagulantes, antiarrítmicos e fluidos se instabilidade. A dor não justifica o atraso; pelo contrário, tratá-la reduz consumo de O2 miocárdico (AHA/ESC).
C) Oxigênio alto fluxo em todos está incorreto. Não há benefício e pode haver hiperóxia, com vasoconstrição coronariana e maior lesão (DETO2X-AMI). Indicar O2 apenas se SpO2 < 90%, sinais de hipoxemia ou desconforto respiratório; titular para 94–98% (AHA 2020; ESC 2023).
D) Nitrato não é absolutamente contraindicado em todo infarto inferior. A contraindicação é para infarto de ventrículo direito (muitas vezes associado ao inferior), hipotensão (PAS < 90–100 mmHg), bradicardia, hipovolemia ou uso recente de inibidores de PDE5. Em inferior sem tais fatores, pode ser usado com cautela (ESC/AHA). A palavra “invariavelmente” é armadilha.
E) Trendelenburg não é recomendado no IAM. Não melhora o débito cardíaco, pode piorar retorno venoso pulmonar, aumentar risco de aspiração e elevar pressão intracraniana. Em hipotensão, preferir decúbito supino ou elevação passiva de pernas enquanto trata a causa (AHA/ACLS).
Dicas práticas: Faça ECG em até 10 minutos; administre AAS imediatamente; obtenha acesso venoso; ofereça O2 apenas se indicado; use nitrato com avaliação de PA e suspeita de VD (pedir V4R); analgésie com parcimônia (morfina se dor refratária). Coordene reperfusão precoce (hemodinâmica/fibrinólise) conforme protocolo local.
Fontes: ESC Guidelines 2023 (ACS), AHA/ACC (STEMI/NSTEMI), Ministério da Saúde – Linha de Cuidado da Dor Torácica, UpToDate.
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Comentários
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ACORRETA. O AAS é a base do tratamento inicial, sendo administrado precocemente (mastigado) para inibir a agregação plaquetária e estabilizar o trombo.
B INCORRETA. O acesso venoso deve ser estabelecido o mais rápido possível no APH para administração de medicações essenciais.
C INCORRETA. A oxigenoterapia de rotina para todos é desaconselhada. É indicada apenas se SpO2 < 90%-94% ou houver sinais de hipoxemia/desconforto respiratório.
D INCORRETA. O nitrato é contraindicado no infarto de parede inferior apenas se houver associação com Infarto de Ventrículo Direito (IVD) (ou se o paciente estiver hipotenso ou usou inibidores da fosfodiesterase).
E INCORRETA. O Trendelenburg não é recomendado no IAM; a posição correta é geralmente semideitada para facilitar a respiração e reduzir o trabalho cardíaco.
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