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Q3615790 Enfermagem
No atendimento pré-hospitalar a um paciente vítima de trauma com sinais de instabilidade hemodinâmica, a obtenção de um acesso venoso periférico calibroso é uma das ações prioritárias da equipe de enfermagem. A eficácia dessa técnica é fundamental para a reposição volêmica e administração de medicamentos que podem salvar a vida do paciente. Considerando a técnica de punção venosa periférica em cenários de urgência, assinale a alternativa correta.
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Tema central: Acesso venoso periférico no atendimento pré-hospitalar (APH) de vítimas de trauma com instabilidade hemodinâmica. O objetivo é garantir rápida reposição volêmica e administração de hemoderivados/medicações. Princípios-chave: usar cateteres calibrosos e curtos (maior fluxo pela Lei de Poiseuille), preferir veias calibrosas de membros superiores e, se não houver sucesso rápido, partir para acesso intraósseo.

Alternativa correta – A: Correta porque recomenda cateteres 18G, 16G ou 14G em veias calibrosas dos membros superiores (como cefálica ou basílica), o que viabiliza altas taxas de infusão, essenciais em choque. Em trauma, costuma-se tentar duas linhas periféricas de grande calibre, preferencialmente na fossa antecubital, com bolsa de pressão/aquecimento para otimizar fluxo. Diretrizes como ATLS (10ª edição), PHTLS e UpToDate recomendam essa abordagem para reanimação rápida com sangue e cristaloides balanceados.

Estratégia para a prova: Identifique termos como “instabilidade hemodinâmica” e “urgência”, que apontam para maior calibre e maior proximidade das veias de membros superiores. Lembre: se não conseguir IV em até 90 segundos ou 2 tentativas, passe para acesso intraósseo (recomendação PHTLS/AHA).

Análise das incorretas:
B – Priorizar membros inferiores em trauma torácico não é conduta padrão. Em adultos, membros superiores oferecem melhor acesso e fluxo; membros inferiores têm maior risco de complicações e não são preferidos, exceto quando superiores estão inviáveis. Lesão de veia cava superior é rara e não justifica regra geral. (ATLS, UpToDate).
C – Diz iniciar proximal → distal para “preservar” vasos. Em técnica padrão, a lógica é o contrário (distal → proximal) para não perder opções futuras. Em emergência, pode-se escolher fossa antecubital pelo calibre/fluxo, mas a justificativa da alternativa está conceitualmente invertida. (PHTLS).
D – Sugere punção arterial para infusão quando não há venosa. Errado e perigoso: infusão arterial pode causar isquemia/necrose. A alternativa válida no APH é o acesso intraósseo para fluidos e hemoderivados. Uso de linha arterial é para monitorização/gases, não reanimação volêmica. (ATLS, AHA).
E – Afirmar que articulações (ex.: fossa cubital) são “as mais indicadas” em pacientes agitados porque a flexão ajuda a manter o cateter está equivocado. Locais de flexão aumentam risco de dobra, extravasamento e perda. Se usar fossa antecubital por fluxo, deve-se imobilizar o membro; a flexão não é protetora. (PHTLS, boas práticas de enfermagem).

Referências essenciais: ATLS 10ª ed.; PHTLS; UpToDate – “Vascular access in trauma”; WHO – Guidelines for essential trauma care.

Dica final: Em choque hemorrágico, priorize duas vias periféricas calibrosas em membros superiores; se falhar, intraósseo. Evite locais de flexão quando possível e fixe bem o cateter durante o transporte.

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