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Q3714009 Não definido

Leia o texto a seguir para responder à questão.


A febre do BBB e por que gostamos de “cuidar da vida dos outros"


Por Natalie Rosa

     Se você é um consumidor de programas de televisão, provavelmente você já se viu preso em algum reality show. Como a própria tradução literal diz, esses "programas de realidade" costumam mostrar pessoas reais em situações inusitadas, como procurar um novo amor, se descobrir um cantor ou cozinheiro, ou simplesmente estar confinado em uma casa com vários outros desconhecidos e câmeras por todos os lados.
    Hoje, basta abrir a Netflix para encontrar reality shows sobre os assuntos mais inusitados possíveis, como o Vidrados, em que você acompanha uma disputa de quem é o melhor vidraceiro, o Peles em Guerra, campeonato de pintura corporal, ou ainda o Instant Hotel, em que proprietários de imóveis cadastrados no Airbnb disputam quem é o melhor anfitrião. Na televisão aberta, não é difícil entrar no Twitter ou Instagram e não ver comentários sobre o Big Brother Brasil ou MasterChef, por exemplo, em que pessoas comuns de repente estão expostas ao Brasil todo em seus erros e acertos.
Por mais que os reality shows sejam roteirizados e muitos dos acontecimentos dependem do desejo dos produtores, não há como negar que as pessoas acabam mostrando nesses programas o máximo de sua vulnerabilidade, atraindo a atenção do público que, muitas vezes, assiste com pedras na mão pronto e para criticar — o que, inclusive, foi debate da edição de 2021 do BBB.

    Com a fórmula dos reality shows ainda funcionando — e nós ainda assistindo —, fica a dúvida sobre o que realmente nos chama a atenção nisso. Gostamos de consumir um entretenimento que não tem muito a acrescentar, dependendo do ponto de vista? Gostamos de "cuidar" da vida dos outros e nos comparar? Seja qual for a explicação, está dando certo.
[...]

    O consumo em excesso dos reality shows pode ser nocivo à saúde mental?

    Para Pereira, o consumo de reality shows podem causar um sentimento de comparação com o que está sendo apresentando, pois muitas vezes os programas acabam expondo pessoas que possuem padrões difíceis de serem alcançados, principalmente físicos. "O tempo que a pessoa destina para isso também pode ser considerado um fator a se analisar. Deixar muitas coisas da própria vida de lado para se dedicar a isso pode ser nocivo também", completa.
    Martins diz também acreditar que os reality shows podem ser nocivos aos espectadores quando há um grau de envolvimento maior do que deveria, levando o seu conteúdo tão a sério a ponto de criar fãclubes e votações em massa, por exemplo.
    Em relação ao conteúdo exibido, que mostra o comportamento humano explícito, com seus erros e acertos, a psicóloga afirma que pontos negativos e positivos podem ser absorvidos deste conteúdo, e que isso vai depender da realidade de cada pessoa. "A forma com que enxergamos a 'realidade' é moldada por nossas vivências e experiências de vida. Assim como o que eu considero positivo pode não ser assim para outras pessoas. O posicionamento que a mídia dá para as coisas também influencia nesse positivo e negativo", conclui.


Fonte: https://canaltech.com.br/series/a-febre-dos-realityshows-e-por-que-gostamos-de-cuidar-da-vida-dos-outros160999/  
Em “Como a própria tradução literal diz, esses "programas de realidade" costumam mostrar pessoas reais em situações inusitadas, (...)”, as palavras destacadas significam respectivamente: 
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