As crises hipertensivas representam uma elevação acentuada ...

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Q3615783 Enfermagem

As crises hipertensivas representam uma elevação acentuada da pressão arterial que pode colocar em risco a vida do paciente, demandando avaliação e conduta adequadas por parte dos serviços de emergência. A diferenciação correta entre os tipos de crise hipertensiva é fundamental para o manejo no ambiente pré-hospitalar, pois o tratamento inadequado pode agravar o quadro clínico. Sobre a abordagem das crises hipertensivas, analise as afirmativas a seguir: 


I.A emergência hipertensiva é definida pela elevação crítica dos níveis de pressão arterial acompanhada de lesão de órgão-alvo aguda e progressiva, como encefalopatia, infarto agudo do miocárdio ou dissecção aórtica, o que demanda redução imediata da pressão.


II.A urgência hipertensiva se caracteriza por uma elevação pressórica significativa sem lesão de órgão-alvo, sendo o tratamento de escolha no atendimento pré-hospitalar a administração de anti-hipertensivo sublingual para uma rápida normalização da pressão arterial em até 30 minutos.


III.Em quadros de crise hipertensiva associados a um Acidente Vascular Cerebral (AVC) hemorrágico, a conduta prioritária no atendimento pré-hospitalar é a administração de volume com solução cristaloide para garantir a perfusão cerebral, evitando-se o uso de anti-hipertensivos. 


Está correto o que se afirma em: 

Alternativas

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Tema central: crises hipertensivas no pré-hospitalar. Diferenciar emergência hipertensiva (elevação da PA com lesão de órgão-alvo aguda) de urgência hipertensiva (PA muito elevada sem lesão de órgão-alvo) define a conduta imediata.

Alternativa correta: E — apenas a I.

Justificativa da I: Emergência hipertensiva envolve PA muito alta com dano agudo e progressivo de órgão-alvo (p. ex., encefalopatia hipertensiva, IAM, dissecção de aorta, edema agudo de pulmão, AVC, eclâmpsia, insuficiência renal aguda). Exige redução imediata e controlada da PA, preferindo-se fármacos intravenosos, visando reduzir a PAM em ~20–25% na 1ª hora (exceto dissecção de aorta, onde a meta de PAS <120 mmHg é rápida). Diretrizes: SBC 2020/2022, ACC/AHA 2017, UpToDate, Harrison’s.

Análise da II (incorreta): Urgência hipertensiva = PA muito elevada sem lesão de órgão-alvo. A conduta é redução gradual da PA em 24–48 h, preferindo-se ajuste de terapia oral e acompanhamento em 24–72 h. Não se busca “normalizar” a PA em 30 min e não se recomenda via sublingual (risco de queda abrupta, isquemia; nifedipina SL é contraindicada). No pré-hospitalar: monitorização, identificar sinais de dano, orientar e referenciar conforme risco. Referências: SBC, ACC/AHA, UpToDate.

Análise da III (incorreta): No AVC hemorrágico, a prioridade inclui controle de PA (não “evitar anti-hipertensivos”). AHA/ASA 2022 recomenda, em geral, quando PAS 150–220 mmHg, reduzir para 140–160 mmHg de forma segura nas primeiras horas. Evitar hipotensão e manter euvolemia; cristaloides só se houver hipovolemia/choque. Logo, afirmar que a conduta prioritária é “dar volume e evitar anti-hipertensivos” está em desacordo com as diretrizes.

Estratégia para a prova:

- Procure por lesão de órgão-alvo (neurológica, cardíaca, renal, vascular). Se presente → emergência, redução IV imediata e controlada.
- Desconfie de termos como “normalização rápida” e “sublingual” em urgência: são armadilhas clássicas.
- Em AVC hemorrágico, pense em redução segura da PA, não em expansão volêmica rotineira.

Referências essenciais: Diretrizes Brasileiras de Hipertensão (SBC 2020/2022); ACC/AHA 2017; AHA/ASA 2022 para hemorragia intracraniana; UpToDate; Harrison’s Principles of Internal Medicine.

Gabarito: E

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BORA LA ...

I.A emergência hipertensiva é definida pela elevação crítica dos níveis de pressão arterial acompanhada de lesão de órgão-alvo aguda e progressiva, como encefalopatia, infarto agudo do miocárdio ou dissecção aórtica, o que demanda redução imediata da pressão. VERDADEIRO

II.A urgência hipertensiva se caracteriza por uma elevação pressórica significativa sem lesão de órgão-alvo, sendo o tratamento de escolha no atendimento pré-hospitalar a administração de anti-hipertensivo sublingual para uma rápida normalização da pressão arterial em até 30 minutos. FALSO

-> Tratamento não é sublingual: O tratamento da urgência hipertensiva deve ser feito com medicamentos anti-hipertensivos orais, como o captopril, e não com a via sublingual ou parenteral. 

Objetivo não é a normalização rápida: O objetivo não é normalizar a pressão arterial em até 30 minutos, mas sim reduzi-la de forma gradual, em um período de 24 a 48 horas.

III.Em quadros de crise hipertensiva associados a um Acidente Vascular Cerebral (AVC) hemorrágico, a conduta prioritária no atendimento pré-hospitalar é a administração de volume com solução cristaloide para garantir a perfusão cerebral, evitando-se o uso de anti-hipertensivos. FALSO

-> a conduta prioritária no atendimento pré-hospitalar é a administração de anti-hipertensivos para reduzir a pressão arterial (PA), visando minimizar o hematoma, e evitar o uso de soluções cristaloide em grande volume, exceto se houver sinais de hipoperfusão, pois pode aumentar a pressão intracraniana

II. Incorreta

A elevação pressórica grave sem lesão de órgão-alvo aguda é classicamente chamada de urgência hipertensiva, embora diretrizes atuais considerem o termo em desuso, preferindo a classificação de hipertensão grave. O principal erro da afirmação reside no uso de anti-hipertensivos sublinguais. A administração sublingual de drogas de ação rápida (como o nifedipino) promove uma queda abrupta e imprevisível da pressão arterial, o que aumenta o risco de eventos isquêmicos graves, como acidentes vasculares encefálicos (AVEs) e infartos. O tratamento de eleição envolve a reavaliação do paciente e a administração de medicação oral de ação prolongada para redução gradual da pressão em horas ou dias

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