Considere o excerto a seguir: Uma postura de genuíno respe...
Uma postura de genuíno respeito ao saber linguístico da(o) aluna(o) deve estar intrinsecamente ligada ao compromisso ético de garantir que[1] a(o) estudante compreenda a diversidade linguística que[2] nos constitui, e tenha a oportunidade de ter um ensino de língua de qualidade teórica, pedagógica e humana. Isso significa criar as condições adequadas para que[3] ela(ele) possa pensar, de forma sistematizada, a gramática da própria língua, os gêneros textuais/discursivos, as suas convenções e regras de funcionamento, e possa conhecer, apropriar-se e fazer uso do que[4] alguns autores convencionaram chamar de dialeto-padrão.
Sobre a análise morfossintática dos elementos linguísticos destacados, é correto afirmar:
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GAB: B
[1] “garantir que a(o) estudante compreenda…” O termo “que” aqui é uma conjunção integrante, pois introduz uma oração subordinada substantiva objetiva direta. Essa oração funciona como objeto direto do verbo “garantir”, completando seu sentido.
[2] “a diversidade linguística que nos constitui” O “que” é um pronome relativo, sim, mas não conecta duas orações adjetivas, como diz a alternativa A. Ele apenas introduz uma oração adjetiva restritiva, que se refere ao termo “diversidade linguística”.
[3] “condições adequadas para que ela(ele) possa pensar…” Aqui o “que” não é pronome relativo. Ele funciona como conjunção subordinativa, sim, e a oração é subordinada adverbial final. Mas isso não caracteriza o “que” como pronome relativo.
[4] “do que alguns autores convencionaram chamar…” O “que” aparece em uma estrutura mais complexa, funcionando como conjunção integrante, não como pronome relativo. E a oração não tem valor causal, nem o “que” é adjunto adverbial.]
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Muito obrigado, miranha concurseiro !!!!
garantir ISSO
Que = conjunção integrante - Trocar por ISSO.
- Função: Introduz uma oração subordinada substantiva, ou seja, a oração passa a funcionar como um termo dentro da outra oração (geralmente como sujeito, objeto ou complemento de um substantivo).
- Posição típica:
- Após verbos que exigem complemento → normalmente aparece depois de um verbo, indicando algo que completa o sentido desse verbo.
- Ex.: “Espero que você venha.” → o verbo “espero” exige objeto → oração subordinada substantiva objetiva direta.
- Após substantivos ou adjetivos que necessitam complemento → a oração funciona como substantiva completiva nominal.
- Ex.: “Tenho a certeza de que ele virá.” → “certeza” precisa de complemento → oração subordinada substantiva completiva nominal.
Resumo rápido:
- Verbo → mais comum para objetiva direta.
- Substantivo ou adjetivo → mais comum para completiva nominal.
1. Conjunção integrante (OD de “garantir”)
2. Pronome relativo (sujeito de “constitui”)
3. Conjunção integrante (completiva nominal)
4. Pronome relativo (objeto direto de “chamar”)
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