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Q1654610 Medicina
Mulher, 22 anos, apresenta amenorreia há 18 meses. Ao exame apresenta galactorreia bilateralmente, IMC = 24,9 kg/m2. FSH = 0,9 (VR 3,8 a 8,5 mUI/mL) LH = 1,2 (VR 2,8 a 12 mUI/mL) Prolactina = 2800 (VR 2,5 a 25 ng/mL). Restante da função hipofisária normal. Função tireoidiana normal e beta-hCG negativo. RM mostrou adenoma hipofisário de 3,0 cm com invasão paraselar e supraselar. Campimetria mostrou comprometimento visual parcial de quadrante temporal superior, bilateralmente. Assinale a alternativa CORRETA:
Alternativas

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Tema central: O caso aborda macroprolactinoma – um tumor hipofisário secretor de prolactina de grandes dimensões (>1 cm), frequentemente associado a amenorreia, galactorreia, hipogonadismo hipogonadotrófico e, quando volumoso, efeitos de massa como alterações visuais por compressão do quiasma óptico.

Justificativa da alternativa correta (D):

Segundo o Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas (PCDT) da Hiperprolactinemia do Ministério da Saúde: “O tratamento de primeira linha para prolactinomas é o uso de agonistas dopaminérgicos, como a cabergolina e a bromocriptina, que reduzem os níveis de prolactina e o tamanho tumoral.”

Esses fármacos geralmente promovem regressão tumoral, normalizam a prolactina e restauram função gonadal. São superiores à cirurgia, mesmo em macroprolactinomas com efeito compressivo inicial, exceto em situações de deterioração visual aguda e progressiva, o que não é o caso aqui (o quadro visual é parcial). Principais diretrizes internacionais (Endocrine Society, UpToDate, SBEM) reforçam esta conduta.

Análise das alternativas incorretas:

A) Corticoterapia venosa é indicada para apoplexia hipofisária aguda, quadro com cefaleia súbita, rebaixamento de consciência, não presente neste caso.

B) Reposição hormonal com anticoncepcional oral não trata a causa da amenorreia. O tratamento deve focar a remoção do estímulo do excesso de prolactina.

C) Radioterapia estereotáxica não é de primeira linha e é reservada a casos refratários a agonistas e cirurgia. Não resolve rapidamente compressão visual nem reduz prolactina com a mesma eficácia.

E) Ressecção cirúrgica transcraniana não é a conduta inicial para macroprolactinomas, pois agonistas dopaminérgicos frequentemente evitam cirurgia, além de terem menor morbidade.

Dica de prova: Atenção à palavra-chave: tratamento de escolha, comum em concursos, e foco no protocolo de primeira linha.

Literatura recomendada: Harrison’s – Princípios de Medicina Interna, 21ª edição, capítulo sobre tumores hipofisários; PCDT/MS Hiperprolactinemia; UpToDate – Management of prolactinomas em “Initial therapy”.

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Comentários

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A alternativa correta é a D: deve-se iniciar terapia oral com agonista dopaminérgico. A paciente apresenta um quadro de amenorreia e galactorreia, que sugere hiperprolactinemia. O exame de prolactina elevado confirma essa suspeita. Além disso, a ressonância magnética mostrou a presença de um adenoma hipofisário que está comprimindo o nervo óptico, o que pode levar a uma perda visual. O tratamento inicial para a hiperprolactinemia causada por adenoma hipofisário é a terapia oral com agonista dopaminérgico, como a cabergolina ou a bromocriptina. Esses medicamentos reduzem a produção de prolactina e podem reduzir o tamanho do adenoma. A ressecção cirúrgica é uma opção em alguns casos, mas a terapia medicamentosa é o tratamento inicial de escolha.

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