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Q3879544 Veterinária
Informe se é verdadeiro (V) ou falso (F) o que se afirma sobre as lesões osteolíticas no carpo de aves de rapina.

( ) A Tomografia Computadorizada (TC) com janela óssea facilita a avaliação da morfologia óssea, extensão da lesão e sua relação com tecidos moles, ajudando em um diagnóstico diferencial entre, por exemplo, neoplasia e processos inflamatórios/infecciosos.
( ) A realização da Ressonância Magnética (RM) com contraste oferece vantagem para a diferenciação entre edema inflamatório e tecido neoplásico.
( ) A RM com contraste é útil para avaliar possíveis margens tumorais e status de vascularização, contribuindo para o diagnóstico diferencial.
( ) Radiografias simples são suficientes para estabelecer a distinção entre neoplasia e infecção.
( ) Cintilografia óssea é o recurso mais indicado para confirmar a natureza da lesão.

De acordo com as afirmações, a sequência correta é:
Alternativas

Gabarito comentado

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Gabarito: A

Fundamento decisivo: A questão cobra a hierarquia de utilidade dos métodos de imagem na caracterização de lesões osteolíticas do carpo em aves de rapina. A TC com janela óssea é superior para detalhar a morfologia óssea, a extensão da destruição e a relação com tecidos moles, e a RM com contraste acrescenta avaliação de medula óssea, edema, tecidos moles, margens e vascularização, contribuindo para o diferencial entre neoplasia e processos inflamatórios/infecciosos. Já radiografias simples e cintilografia óssea não têm especificidade suficiente para confirmar a natureza da lesão.

Tema central: Imagem de lesões osteolíticas
Análise das alternativas
A
Certa
A alternativa A está correta porque segue a hierarquia funcional real dos exames. A TC com janela óssea é superior para detalhar lise cortical e trabecular, margens, mineralização, extensão tridimensional e interface com tecidos adjacentes, o que sustenta a primeira assertiva. A RM com contraste é útil para avaliar medula óssea e tecidos moles, além do padrão de realce, edema, necrose, extensão infiltrativa, margens tumorais e vascularização, o que sustenta a segunda e a terceira assertivas. Em contraste, a radiografia simples mostra a lesão e pode sugerir agressividade, mas não distingue de forma definitiva infecção de neoplasia por sobreposição de padrões. Já a cintilografia óssea detecta atividade metabólica/osteoblástica aumentada, sendo sensível, porém inespecífica para confirmar a natureza inflamatória ou neoplásica da lesão.
B
Errada
Está errada porque transforma a primeira assertiva em falsa, apesar de a TC ser justamente o método mais adequado para caracterização morfológica de lesão osteolítica óssea e sua extensão. Também erra ao considerar verdadeira a quinta assertiva: cintilografia óssea pode detectar aumento de atividade óssea, mas isso não define etiologia e não confirma se a lesão é neoplásica ou infecciosa.
C
Errada
Está errada em vários pontos. A primeira assertiva não pode ser falsa porque a TC é central na avaliação de destruição cortical, trabecular e extensão da lesão. A segunda e a terceira também não podem ser falsas, pois a RM com contraste agrega informação relevante sobre edema, medula óssea, tecidos moles, margens tumorais e vascularização. Além disso, a quarta assertiva não pode ser verdadeira, já que radiografia simples não estabelece sozinha a distinção entre neoplasia e infecção.
D
Errada
Está errada porque nega a utilidade da RM com contraste para avaliar margens tumorais e vascularização, quando esse é justamente um dos aportes do método no estudo de lesões osteolíticas complexas. Também erra ao tornar verdadeira a quinta assertiva, mas cintilografia não é o exame mais indicado para confirmar a natureza da lesão por baixa especificidade etiológica.
E
Errada
Está errada porque inverte a lógica diagnóstica da questão. TC e RM com contraste não são dispensáveis; ao contrário, são os métodos que refinam a caracterização e o diferencial. Já radiografia simples não basta para definir etiologia, e cintilografia óssea não confirma a natureza da lesão. Essa alternativa supervaloriza exames que detectam ou sugerem atividade, mas não discriminam com segurança infecção versus neoplasia.
Pegadinha da questão
A banca explora a confusão entre exame que detecta ou mostra atividade da lesão e exame que realmente ajuda a caracterizar sua natureza: radiografia e cintilografia podem mostrar alteração, mas não fecham o diferencial etiológico; TC e RM com contraste são os métodos que melhor refinam esse julgamento.
Dica para questões semelhantes
  • Em lesão osteolítica, pense primeiro em quem define melhor o osso: a TC é a referência para morfologia, lise cortical/trabecular e extensão.
  • Se a questão trouxer medula óssea, tecidos moles, margens, edema ou vascularização, a RM com contraste ganha valor no diferencial.
  • Radiografia simples pode detectar padrão agressivo, mas não fecha sozinha neoplasia versus infecção.
  • Cintilografia é sensível para atividade óssea aumentada, mas não é exame confirmatório da natureza da lesão.

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