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Q3883221 Redes de Computadores
A ALE/RO está reestruturando sua rede corporativa, que possui diversos prédios interligados por enlaces de alta capacidade. A equipe de TI projeta uma arquitetura híbrida composta por:

switches de distribuição com múltiplas VLANs segmentando áreas administrativas, plenário, comunicação e TI;
• enlaces agregados entre switches para evitar gargalos;
• roteamento dinâmico interno baseado na separação de áreas lógicas; e
• conexão com provedores externos para acesso à internet e redundância de rotas.


Durante a fase de testes, alguns problemas ocorreram: loops ocasionais na camada 2, instabilidade na troca de rotas internas e divergência na seleção de rotas externas entre provedores.
Considerando as boas práticas de roteamento dinâmico (OSPF, EIGRP, BGP) e comutação (VLANs, STP, EtherChannel), assinale a solução que corrige adequadamente esse conjunto de problemas.
Alternativas

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Gabarito: C

Fundamento decisivo: A decisão dependia de associar cada problema do enunciado ao mecanismo correto: prevenção de loops na camada 2, agregação de enlaces, estabilidade do roteamento interno por áreas e troca de rotas com provedores.

Tema central: Função correta dos protocolos
Análise das alternativas
A
Errada
Está errada porque afirma que o EtherChannel eliminaria completamente a possibilidade de loops e permitiria desabilitar o STP em todos os switches. Pela base, EtherChannel agrega enlaces, mas não substitui STP/RSTP como mecanismo de prevenção de loops em camada 2. Além disso, a alternativa não trata corretamente a troca de rotas externas com BGP.
B
Errada
Está errada porque inverte os papéis dos protocolos: coloca o OSPF apenas nos roteadores externos e entrega ao BGP o gerenciamento das sub-redes internas. Pela base, OSPF é protocolo interno, enquanto BGP é voltado à troca de rotas externas entre provedores ou sistemas autônomos.
C
Certa
A alternativa C acerta porque relaciona RSTP à prevenção de loops em camada 2, EtherChannel à agregação de enlaces, OSPF por áreas ao roteamento interno e BGP à troca de rotas externas com provedores. É a única opção que mantém a função técnica de cada mecanismo sem inverter os papéis entre comutação, IGP interno e EGP externo.
D
Errada
Está errada porque propõe EIGRP como protocolo externo com provedores, o que contraria a função indicada na base para tratamento de rotas externas, que é o BGP. Também desloca a solução para substituir VLANs por segmentação física, mas a base afirma que essa não é a boa prática pedida para corrigir os problemas apresentados.
E
Errada
Está errada porque defende usar simultaneamente OSPF, EIGRP e BGP para todas as rotas internas, criando sobreposição desnecessária e desalinhada com a função de cada protocolo. Pela base, BGP não é o protocolo apropriado para todas as rotas internas, e adicionar vários protocolos não é, por si, solução de estabilidade.
Pegadinha da questão
A confusão explorada foi trocar funções: achar que EtherChannel dispensa STP e tratar BGP como protocolo para a rede interna só porque ele é mais robusto ou mais completo.
Dica para questões semelhantes
  • Em questões de rede corporativa, primeiro associe cada problema ao seu domínio: loop de camada 2, agregação de enlace, IGP interno ou EGP externo.
  • EtherChannel aumenta capacidade e redundância de enlaces, mas não substitui STP/RSTP na prevenção de loops.
  • Se o enunciado mencionar separação por áreas lógicas no roteamento interno, OSPF por áreas é o encaixe natural.
  • Quando houver provedores externos e seleção de rotas entre bordas, o protocolo a procurar é o BGP.

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Comentários

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A alternativa correta é a C.

Configurar RSTP para prevenção de loops em camada 2, utilizar EtherChannel para agregação de enlaces sem criar loops paralelos, adotar OSPF segmentado por áreas para maior estabilidade no roteamento interno e utilizar BGP apenas para troca de rotas externas com provedores.

Aqui está a explicação técnica do porquê essa é a solução ideal e como ela resolve cada um dos problemas relatados durante os testes:

1. Loops ocasionais na camada 2

  • A Solução (RSTP e EtherChannel): A agregação de links de alta capacidade deve ser feita via EtherChannel (LACP/PAgP), pois ele transforma múltiplos cabos físicos em uma única interface lógica, evitando que o protocolo Spanning Tree (STP) bloqueie portas desnecessariamente. No entanto, o EtherChannel não impede loops na topologia geral da rede. Para isso, o uso do RSTP (Rapid Spanning Tree Protocol - 802.1w) é obrigatório, pois previne loops de rede em camada 2 e oferece um tempo de convergência muito mais rápido que o STP tradicional (802.1d).

2. Instabilidade na troca de rotas internas

  • A Solução (OSPF por áreas): O OSPF é um protocolo de roteamento interno (IGP) baseado em estado de enlace que permite uma hierarquia lógica impecável. Ao segmentar a rede em múltiplas áreas (Area 0 para o backbone, e outras áreas para os prédios ou departamentos), você impede que uma mudança ou instabilidade em uma ponta da rede obrigue todos os roteadores a recalcular a tabela de rotas (algoritmo SPF). Isso garante altíssima estabilidade interna.

3. Divergência na seleção de rotas externas

  • A Solução (BGP): Para a comunicação com a internet e múltiplos provedores (multihoming), o protocolo padrão e indispensável é o BGP (Border Gateway Protocol). Ele é um protocolo de roteamento externo (EGP) feito exatamente para manipular políticas complexas de seleção de rotas, caminhos e redundância entre sistemas autônomos diferentes.

Por que as outras alternativas estão incorretas?

  • A: Desabilitar o STP em uma rede com switches é uma péssima prática e causaria tempestades de broadcast (loops) fatais. O EtherChannel não substitui a necessidade do STP na topologia global.
  • B: Usar OSPF externamente e BGP para gerenciar todas as sub-redes de uma LAN/Campus corporativo é inverter a função dos protocolos. O BGP é para borda/internet, o OSPF é para o roteamento interno.
  • D: Substituir VLANs por redes físicas separadas é um retrocesso caro e engessado que ignora as capacidades dos switches modernos. Além disso, EIGRP é um protocolo interno (IGP), não sendo adequado para o roteamento primário de borda com provedores de internet.
  • E: Rodar OSPF, EIGRP e BGP simultaneamente para as mesmas rotas internas causaria um pesadelo de redistribuição de rotas, aumentando drasticamente o processamento, gerando conflitos de distância administrativa e piorando a instabilidade relatada.

GEMINI

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