Sobre a hipovitaminose D, assinale a alternativa INCORRETA:

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Q1654604 Medicina
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Tema central: A questão trata da hipovitaminose D – sua avaliação laboratorial, conduta terapêutica e implicações clínicas. Em concursos para Médico Endocrinologista, é fundamental compreender as formas de avaliação laboratorial, indicação correta de exames e manejo clínico.

Alternativa INCORRETA (Gabarito: C):

C) “A 1,25(OH)2D ou calcitriol é a forma ativa da vitamina D, sendo que a sua dosagem sérica reflete o estoque de vitamina D no organismo.”

Análise: Apesar do calcitriol (1,25(OH)2D) ser, de fato, a forma ativa da vitamina D, sua dosagem NÃO reflete os estoques de vitamina D. Em situações clínicas de deficiência, o organismo compensa aumentando os níveis de PTH, o que mantém o calcitriol normal ou até elevado mesmo com deficiência de 25(OH)D. O exame indicado para avaliação dos estoques é a dosagem de 25-hidroxivitamina D [25(OH)D] (vide “Vitamina D – importância da avaliação laboratorial”).

Segundo esse documento, “O doseamento de 1,25(OH)2D sérica não se recomenda para avaliação rotineira de défice de vitamina D.”. Portanto, é INCORRETA.

Análise das outras alternativas:

A) O esquema descrito (ataque de 50.000UI/semana + manutenção de 1000-2000UI/dia) está de acordo com protocolos nacionais e internacionais para correção da deficiência em adultos, como destacado no UpToDate e em obras como “Harrison’s Principles of Internal Medicine”.

B) Diretrizes do Ministério da Saúde e sociedades médicas indicam a dosagem de 25(OH)D principalmente para grupos de risco (idosos, gestantes, portadores de doenças ósseas etc.), não para a população geral. O raciocínio está correto.

D) A associação entre deficiência de vitamina D e osteomalácea, hiperparatireoidismo secundário, osteopenia, osteoporose, risco de quedas e fraturas encontra respaldo em literatura robusta e nos consensos nacionais (SBEM).

E) Para gestantes, doses diárias são realmente preferidas, pois a placenta converte 25(OH)D em calcitriol via 1α-hidroxilase. Isso garante aporte constante tanto para mãe quanto para feto.

Dica para provas: Atenção quando a questão tratar sobre a escolha do exame laboratorial para avaliar déficit de vitamina D: é uma pegadinha frequente confundir calcitriol (1,25(OH)2D) e 25(OH)D no diagnóstico de hipovitaminose D.

Resumo final: A alternativa C está INCORRETA porque a dosagem de 1,25(OH)2D não reflete os estoques corporais de vitamina D. O exame correto é a dosagem de 25(OH)D.

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A alternativa correta é a letra C, que é a única INCORRETA. A forma ativa da vitamina D é a 1,25(OH)D ou calcitriol, porém, sua dosagem sérica não reflete o estoque de vitamina D no organismo. A dosagem sanguínea da 25-hidroxivitamina D [25(OH)D] é a metodologia aceita para avaliar o status da vitamina D no organismo. As outras alternativas estão corretas em suas afirmações, como a dosagem recomendada para populações de risco, a deficiência de vitamina D em adultos e suas consequências, e a recomendação de doses diárias de vitamina D em gestantes. O esquema de ataque de 50.000UI/semana de vitamina D por 6 a 8 semanas também é uma opção para a correção da deficiência em adultos, seguida de dose de manutenção de 1000UI a 2000UI/dia.

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