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Maria é uma jovem de 20 anos que foi encaminhada ao serviço...

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Q4196288 Psiquiatria
Maria é uma jovem de 20 anos que foi encaminhada ao serviço de saúde mental devido a sintomas psicóticos e comportamentais preocupantes relatados por sua família. Ela vive com seus pais e irmãos e estava matriculada em um curso universitário antes do início dos sintomas. Há 3 meses, Maria relata que está sendo seguida e monitorada por agentes secretos do governo, pois é o alvo de uma conspiração para controlar suas ações e prejudicá-la de alguma forma. Ela ouve vozes ameaçadoras e de críticas, com comentários sobre as suas ações e dizendo-lhe para se proteger de perigos imaginários. Durante a entrevista clínica, o discurso de Maria é desorganizado e difícil de acompanhar. Ela fala pouco, mas muda várias vezes de assunto, fazendo conexões ilógicas entre ideias e usando palavras sem sentido. Maria parece incapaz de organizar seus pensamentos de maneira coerente e fica bastante confusa ao tentar expressar suas experiências. A falta de ressonância afetiva e pouca variação emocional fez os pais acharem que ela estaria num quadro depressivo.
Com base nas informações clínicas, assinale o diagnóstico correto dessa paciente no momento da avaliação, de acordo com DSM-5.
Alternativas

Gabarito comentado

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Gabarito: E

Fundamento decisivo: O ponto decisivo é a duração do quadro: 3 meses de sintomas psicóticos com perfil de Critério A da esquizofrenia. No DSM-5, isso ainda não permite fechar esquizofrenia e aponta para transtorno esquizofreniforme.

Tema central: Duração no DSM-5
Análise das alternativas
A
Errada
Incorreta. A própria redação da alternativa fala em transtorno psicótico polimorfo sem sintomas esquizofrênicos, mas o caso apresenta vários sintomas nucleares do espectro esquizofrênico: delírios, alucinações, discurso desorganizado e embotamento afetivo.
B
Errada
Incorreta. O DSM-5 exige perturbação contínua por pelo menos 6 meses para esquizofrenia, e o caso tem 3 meses de evolução. Além disso, 'paranoide' não é subtipo diagnóstico válido no DSM-5.
C
Errada
Incorreta. Transtorno delirante não se ajusta a um quadro com alucinações auditivas proeminentes, discurso desorganizado importante e sintomas negativos. Aqui o quadro não se limita a delírios persistentes.
D
Errada
Incorreta. Não há descrição de episódio depressivo maior. A pouca ressonância afetiva mencionada no caso não comprova síndrome depressiva e é melhor explicada, na base apresentada, como sintoma negativo do espectro esquizofrênico.
E
Certa
A alternativa E está correta porque o caso preenche um quadro psicótico com sintomas centrais do espectro da esquizofrenia: delírios, alucinações, discurso desorganizado e sintoma negativo. O critério que sustenta o diagnóstico é operacional: no DSM-5, quando esse quadro dura pelo menos 1 mês e menos de 6 meses, o diagnóstico indicado é transtorno esquizofreniforme. Como a duração informada é de 3 meses, ainda não cabe esquizofrenia no momento da avaliação.
Pegadinha da questão
A confusão real era dupla: reconhecer sintomas típicos de esquizofrenia e marcar esquizofrenia sem conferir a duração mínima de 6 meses, ou confundir embotamento afetivo com episódio depressivo e migrar para esquizoafetivo.
Dica para questões semelhantes
  • Em quadros psicóticos do espectro da esquizofrenia, confira a duração total antes de fechar esquizofrenia.
  • Não use 'esquizofrenia paranoide' como subtipo do DSM-5.
  • Pouca ressonância afetiva, isoladamente, não autoriza diagnóstico de episódio depressivo maior.
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