A exclusão do artigo “o”, em “o país” (segundo período do ...

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Q3451526 Português
 Prevenção ao Crime e Justiça Criminal: ações
Parceria com o Departamento de Polícia Federal

        No Brasil, desde 1991, o UNODC (United Nations Office on Drugs e Crime) mantém uma parceria com o Departamento de Polícia Federal (DPF), que é responsável por prevenir e reprimir o tráfico ilícito de entorpecentes e drogas afins, o contrabando e o descaminho, além de exercer as funções de polícia marítima, aeroportuária e de fronteiras. 

        A parceria inclui o aprimoramento da capacidade de investigação da Polícia Federal, ações de controle de precursores químicos usados na fabricação de drogas ilícitas, aquisição de equipamentos de alta tecnologia e realização de estudos para auxiliar o trabalho da Polícia Federal.

        Entre 1998 e 2005, o UNODC apoiou a execução de dois projetos coordenados pela Polícia Federal, com o objetivo de aprimorar o treinamento policial, por intermédio da modernização das estruturas e métodos de ensino da Academia Nacional de Polícia e da ampliação do controle de precursores químicos. Deste modo, o UNODC colaborou com o aprimoramento normativo e com o fortalecimento da fiscalização e do controle, em âmbito nacional e internacional.

        Em 2007, um novo projeto foi iniciado com o objetivo de reforçar a capacidade do Departamento de Polícia Federal no combate ao crime organizado. Dentre as atividades em curso destacam-se as ações para melhorar a infraestrutura da Diretoria de Combate ao Crime Organizado do DPF, o desenvolvimento e a implementação de controles efetivos de precursores químicos e ações voltadas à repressão ao tráfico de drogas.

        Uma iniciativa particularmente interessante é o projeto de precursores químicos da DPF, chamado Projeto PeQui. Essa iniciativa permite traçar o perfil químico das drogas apreendidas em todo o país e identificar características como: a origem da droga, os produtos utilizados para a sua fabricação, as condições de transporte no tráfico e a pureza de cada amostra. Combinados com os resultados das investigações, esses dados servem para estabelecer conexões entre quadrilhas e fornecedores, traçar rotas do tráfico e identificar produtos que devem ser prioridade de controle em cada região do país. E, além de auxiliar nas investigações, a análise química também serve como prova científica no âmbito judicial.

        Outro ponto forte da parceria se refere às atividades conjuntas entre o UNODC e a Academia Nacional de Polícia do DPF, que incluiu não apenas a formação de policiais brasileiros, mas também a promoção de intercâmbio com oficiais de outros países. Desde 2008, 158 policiais de países vizinhos (Argentina, Uruguai, Paraguai, Bolívia e Colômbia) e de países africanos de língua portuguesa (Guiné Bissau, São Tomé e Príncipe, Angola e Moçambique) foram formados na Academia de Polícia em Brasília.

https://www.unodc.org/ 
A exclusão do artigo “o”, em “o país” (segundo período do quinto parágrafo) mantém a correção gramatical e o sentido do texto. 
Alternativas

Gabarito comentado

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Gabarito: E) errado

Tema central da questão: Uso do artigo definido antes de nomes de países em conformidade com a norma-padrão da Língua Portuguesa.

Justificativa detalhada:

Em português, é regra gramatical (segundo autores como Evanildo Bechara e Cunha & Cintra) usar o artigo definido “o” ou “a” diante da maioria dos nomes de países, por exemplo: o Brasil, a França, o Canadá. Exceções existem, como Portugal e Moçambique, normalmente usados sem artigo, mas país é com artigo quando determinado: “o país".

Na frase do texto: “...drogas apreendidas em todo o país...”, o artigo “o” é fundamental para manter a clareza, especificidade e correção normativa. Retirar o artigo resultaria em “em todo país”, o que não está de acordo com a norma culta. Segundo Bechara (Moderna Gramática Portuguesa), o artigo “o” funciona aqui como determinante essencial para referenciar todo o território nacional, sendo exigido para garantir a coerência e precisão do texto.

Análise das alternativas:

C) certo: Incorreta.

Sem o artigo, a frase perde a correção gramatical e o sentido claro, pois “em todo país” pode soar genérico ou estranho na linguagem formal. A redação oficial (conforme Manual de Redação da Presidência da República) preconiza o uso do artigo.

E) errado: Correta.

Porque a omissão do artigo “o” compromete a correção gramatical e pode afetar o sentido. Essa construção só está correta com o artigo: “...em todo o país”.

Orientação para provas: Fique atento ao uso do artigo definido em nomes de países e locuções, pois sua omissão é um dos erros gramaticais mais frequentemente explorados em concursos. Verifique também se o substantivo está determinado ou indeterminado.

Resumo da regra: Usa-se artigo definido diante de nomes de países (exceto algumas exceções), inclusive em expressões como “em todo o país”, nunca “em todo país”.

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Comentários

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O artigo é facultativo em alguns caso como:

  • Antes de pronome possessivos
  • Antes de nomes próprios
  • Antes de títulos, profissões, cargos
  • Antes de substantivo de sentido geral, abstrato

"em todo país" qualquer país

"em todo o país" em todo território nacional

Em todo país: qualquer país

Em todo o país: um país específico

artigo definido

E

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