Leia o caso a seguir. No rastreio de sífilis em uma adolesc...

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Q2383652 Medicina
Leia o caso a seguir.


No rastreio de sífilis em uma adolescente com história de exposição sexual sem proteção, foi realizado primeiro um teste treponêmico e em seguida, um não treponêmico complementar. O primeiro teste resultou em positivo e o segundo em negativo.


De acordo com o Ministério da Saúde no programa de atenção às pessoas com infecções sexualmente transmissíveis, a conduta a seguir é
Alternativas

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Tema central: Rastreamento de sífilis pelo algoritmo reverso (primeiro teste treponêmico; se positivo, complementar com não treponêmico). Em caso de treponêmico positivo e não treponêmico negativo, há discrepância que exige confirmação.

Alternativa correta: D – Solicitar um novo teste treponêmico, por metodologia diferente.

Justificativa: Segundo o Ministério da Saúde (PCDT IST), quando o teste treponêmico inicial é positivo e o não treponêmico (VDRL/RPR) é negativo, deve-se realizar um segundo teste treponêmico de metodologia distinta (ex.: se iniciou com EIA/CIA, confirmar com TP-PA ou FTA-ABS; teste rápido treponêmico pode ser alternativa). Isso diferencia:
- Falso-positivo treponêmico (segundo treponêmico negativo) → provável ausência de infecção; considerar repetição em 2–4 semanas se exposição recente.
- Infecção passada ou muito recente (segundo treponêmico positivo) → avaliar história de tratamento. Se sem comprovação de tratamento prévio ou suspeita clínica de infecção recente, indicar tratamento e estadiar.

Por que as outras estão incorretas?

A – “Tratar, pois é sífilis”: precipitada. Um único treponêmico positivo pode ser falso-positivo ou marca de infecção antiga tratada. Sem confirmação adicional e avaliação clínica, pode-se supertratar. Diretrizes recomendam confirmar com outro treponêmico antes de decidir.

B – “Descartar tratamento por ser marca sorológica”: incompleta. Embora testes treponêmicos permaneçam reagentes ao longo da vida, não é lícito assumir tratamento prévio. Sem documento de tratamento, a conduta pode ser tratar após confirmação treponêmica e estadiamento.

C – “Repetir os dois testes por metodologias diferentes”: não é o passo recomendado. O ponto crítico é resolver a discrepância com outro treponêmico. Repetir o não treponêmico não agrega tanto; exceção é suspeita de fenômeno da prozona (altos títulos causando falso-negativo no VDRL/RPR), quando se pode solicitar diluições, mas isso não substitui a confirmação treponêmica.

Estratégia para a prova: Identifique “treponêmico + / não treponêmico –” = algoritmo reverso discrepante → peça outro treponêmico. Se confirmar, tratar se não houver registro de terapia prévia; se não confirmar, provável falso-positivo e repetir em 2–4 semanas se exposição recente. Sempre avaliar sinais/sintomas e risco.

Referências essenciais: PCDT Atenção Integral às IST – Ministério da Saúde (algoritmo laboratorial para sífilis); CDC STI Treatment Guidelines; UpToDate; Harrison’s Principles of Internal Medicine.

Observações práticas: Testes treponêmicos: EIA/CIA, TP-PA, FTA-ABS, teste rápido treponêmico. Não treponêmicos: VDRL/RPR. Em adolescentes, não esquecer aconselhamento, testagem para outras IST e avaliação/seguimento.

Gabarito: D

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A questão aborda o protocolo de diagnóstico de sífilis em uma situação onde há um teste treponêmico positivo e um teste não treponêmico negativo. Os testes treponêmicos são específicos para o Treponema pallidum, o agente causador da sífilis, enquanto os testes não treponêmicos são mais gerais e podem detectar reações a outras condições. O Ministério da Saúde recomenda que, em casos de discordância entre os dois tipos de teste, um novo teste treponêmico seja realizado com uma metodologia diferente para confirmar o resultado. Isso é necessário pois um teste treponêmico falso-positivo pode ocorrer, enquanto um teste não treponêmico negativo pode indicar que a infecção está em um estágio muito inicial ou muito avançado, ou que foi tratada no passado. Portanto, para confirmar o diagnóstico de sífilis, a alternativa correta é a D - solicitar um novo teste treponêmico, por metodologia diferente da primeira. Esta etapa é crucial para evitar diagnósticos equivocados e garantir que o tratamento seja administrado somente quando realmente necessário.

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