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Q2004820 Medicina
Apesar dos avanços de todo o Sistema Único de Saúde (SUS), continuar a reduzir a mortalidade por câncer do colo do útero no Brasil ainda é um desafio a ser vencido. (INCA, 2016). Sobre o rastreamento do câncer do colo do útero, é INCORRETO afirmar que:
Alternativas

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Tema central da questão: O enfoque é o rastreamento do câncer do colo do útero, prática fundamental para a redução da mortalidade nesta neoplasia. O rastreamento visa identificar lesões precursoras antes da evolução para câncer invasivo, seguindo protocolos clínicos definidos em evidências e diretrizes do SUS.

Análise da alternativa incorreta (Gabarito correto: C):
A alternativa C está incorreta. Conforme as Diretrizes Brasileiras para o Rastreamento do Câncer do Colo do Útero (INCA/MS, 2016, p. 24-25): “Mulheres com história de lesão de alto grau (NIC 2 ou 3), adenocarcinoma in situ ou câncer do colo requerem acompanhamento prolongado e não devem suspender o rastreamento com apenas dois exames negativos consecutivos.” Nesses casos, a interrupção do rastreamento deve ser individualizada e depender de orientação especializada. O erro da alternativa foi omitir essa necessidade, contrariando a conduta recomendada para mulheres em maior risco, sendo uma pegadinha frequente em provas por sugerir uma regra rígida e geral.

Análise das alternativas corretas:

A) Lista corretamente fatores de risco reconhecidos, como tabagismo, início precoce de vida sexual, multiparidade, contraceptivos orais e múltiplos parceiros. De acordo com o INCA, esses elementos aumentam o risco de infecção por HPV e progressão para lesões precursoras.

B) Considera que mulheres que nunca tiveram relação sexual praticamente não foram expostas ao HPV, logo, têm risco quase nulo de desenvolver o câncer cervical. Esta afirmação segue o consenso científico, pois a via clássica de transmissão do HPV é sexual.

D) Descreve uma situação frequente na prática clínica: a atrofia do epitélio vaginal na menopausa, pelo hipoestrogenismo, pode causar alterações citológicas benignas que simulam lesões, gerando falsos positivos.
Diretriz INCA/MS, p. 17: “Atrofia epitelial pode aumentar achados inespecíficos em exames de mulheres menopausadas.”

Estratégia para provas: Atenha-se a detalhes das recomendações oficiais, especialmente prazos, faixas etárias e indicações especiais. Fique atento a generalizações em mulheres com história de lesão pré-invasiva, pois exigem acompanhamento mais rigoroso!

Resumo: O rastreamento segue protocolos rígidos e o suspende-lo em usuárias com lesão pré-gressa sem criteriosa avaliação individualizada está equivocado. Aprofunde-se sempre nas diretrizes oficiais e cuidado com pegadinhas que resumem condutas complexas!

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A alternativa C está incorreta, pois não é recomendado interromper os exames de rastreamento citológicos após os 60 anos, principalmente para mulheres com história prévia de doença neoplásica pré-invasiva. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), recomenda-se que mulheres na faixa dos 25 aos 64 anos realizem esses exames rotineiramente, sendo que aquelas acima de 65 anos devem ser avaliadas individualmente. Assim, o rastreamento do câncer do colo do útero é essencial para a prevenção da doença, aumentando a chance de cura e diminuindo a mortalidade relacionada ao tumor.

É consenso que mulheres que nunca tiveram relação sexual não correm risco de câncer do colo do útero por não terem sido expostas ao fator de risco necessário para essa doença: a infecção persistente por tipos oncogênicos do HPV . Entre 1.301.210 exames realizados, 0,006% tiveram resultado de câncer ou HSIL não podendo excluir microinvasão. A esses resultados, que mostram ineficiência ou baixa eficiência do rastreamento em mulheres com menos de 25 anos, agregam-se dois fatos: evidências de que o CA do colo do útero que é diagnosticado em mulheres muito jovens é mais agressivo e inclui tipos histológicos mais raros do que no grupo etário 25-29 anos + O fato DE que a L. intraepitelial escamosa de alto grau (HSIL) em mulheres com menos de 25 anos corresponderia mais frequentemente à NIC II do que a NIC III. As NIC II em muito jovens tendem a ter comportamento semelhante à lesão de baixo grau, com regressão espontânea. Jovens sexualmente ativas devem ser orientadas sobre anticoncepção, DST e sexo seguro sem a necessidade de PAPANICOLAU. Em resumo, a incidência do câncer invasor do colo do útero até 24 anos é baixa e o rastreamento é menos eficiente. POREM, início precoce representa sobretratamento, morbidade obstétrica e neonatal.

Considerando os conhecimentos atuais em relação ao papel do HPV na carcinogênese do colo uterino e que a infecção viral ocorre por transmissão sexual, o risco de uma mulher SEM atividade sexual é desprezível. PORTANTO não devem ser submetidas ao rastreamento do câncer do colo do útero

O método de rastreamento do câncer do colo do útero e de suas lesões precursoras é o exame citopatológico. O intervalo entre os exames deve ser de três anos, após dois exames negativos, com intervalo anual (A). • O início da coleta deve ser aos 25 anos de idade para as mulheres que já tiveram atividade sexual (A). • Os exames devem seguir até os 64 anos e serem interrompidos quando, após essa idade, as mulheres tiverem pelo menos dois exames negativos consecutivos nos últimos cinco anos (B). 34 • Para mulheres com mais de 64 anos e que nunca realizaram o exame citopatológico, deve-se realizar dois exames com intervalo de um a três anos. Se ambos forem negativos, essas mulheres podem ser dispensadas de exames adicionais (B). Essas recomendações não se aplicam a mulheres com história prévia de lesões precursoras do câncer do colo uterino

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