Analise as afirmações abaixo, e assinale a seguir o número d...
I - São características comumente encontradas no hemograma do dengue clássico: leucocitose com linfocitose relativa e plaquetopenia.
II - A vacina da febre amarela é aplicada em larga escala visando-se a imunidade cruzada com a dengue, visto que ambos são arbovírus e transmitidos pelo mesmo vetor.
III - A presença de gengivorragia, mesmo que leve, é parâmetro clínico isolado de definição de caso clínico de dengue hemorrágica.
IV - Segundo a OMS e o Ministério da Saúde do Brasil, um dos sinais precoces para definição de dengue hemorrágica é a observação, entre o 3º e 8º dia após o início da febre, de elevação do hematócrito em 20% em relação ao basal.
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Tema central: A questão aborda aspectos hematológicos e epidemiológicos da dengue, além de critérios de gravidade e relação com a vacina da febre amarela. Trata-se de conteúdo fundamental, pois a dengue é uma doença frequente em medicina de família, vigilância epidemiológica e pronto atendimento.
Análise detalhada das afirmações:
I) Hemograma no dengue clássico: Incorreta. A dengue clássica tipicamente cursa com leucopenia (lembrar: linfócitos atípicos aumentam posteriormente), além de plaquetopenia. O achado de leucocitose não é esperado, caracterizando erro conceitual. Segundo o Ministério da Saúde (Manual 2024, p. 23): “Nos casos de dengue, observa-se leucopenia, com tendência à linfocitose relativa.”
II) Vacina da febre amarela e imunidade cruzada: Incorreta. Apesar de ambos os vírus serem arbovírus e compartilharem o Aedes aegypti como vetor, não existe imunidade cruzada entre dengue e febre amarela. A vacina da febre amarela não protege contra dengue; sua indicação é para prevenção específica da febre amarela, como consta em protocolos do Ministério da Saúde.
III) Gengivorragia como critério isolado: Incorreta. O diagnóstico de dengue grave (anteriormente chamado de “hemorrágica”) exige conjunto de sinais clínicos e laboratoriais. A gengivorragia, mesmo que leve, isoladamente, não define gravidade. A classificação demanda outros critérios, como extravasamento de plasma, choque, ou grandes sangramentos, conforme OMS e MS.
IV) Elevação do hematócrito: Correta. A elevação do hematócrito em no mínimo 20% em relação ao basal, entre o 3º e 8º dia da doença, é critério clássico para indicar extravasamento plasmático, sinal de gravidade. O MS (2024, p. 30) destaca: “Sinais de alarme incluem aumento ≥20% do hematócrito.”
Justificativa da alternativa correta: Só a afirmação IV está correta. Assim, há apenas uma alternativa verdadeira – alternativa A.
Dicas de prova: Fique atento a pegadinhas como “imunidade cruzada” e critérios isolados para definição de caso. Busque nos enunciados palavras como “comumente”, “isoladamente” ou “imunidade” para checar possíveis erros.
Referências essenciais:
- Ministério da Saúde. Dengue: diagnóstico e manejo clínico: adulto e criança, 2024.
- OMS. Dengue: diretrizes para diagnóstico, tratamento, prevenção e controle, 2009.
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