Dentre as patologias citadas abaixo, uma delas apresenta eru...
Gabarito comentado
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Tema central: Exantemas infecciosos. O termo morbiliforme significa “semelhante ao sarampo (morbilli)”: erupção maculopapular eritematosa, que pode coalescer, habitualmente inicia na face/retroauricular e progride craniocaudalmente, com descamação fina tardia.
Alternativa correta – Sarampo: Exantema clássico morbiliforme. Quadro pródromo com febre alta, tosse, coriza e conjuntivite; manchas de Koplik em mucosa jugal antecedem o rash. O exantema surge na face e avança para tronco e membros em 24–48 h, podendo confluir, com resolução em 3–5 dias e descama fina. Diagnóstico: clínica + IgM anti-sarampo ou RT-PCR (coleta de orofaringe/urina). Conduta: suporte, vitamina A (crianças e casos graves), isolamento respiratório e notificação imediata (OMS/Ministério da Saúde). Referências: WHO Measles factsheet; UpToDate; Harrison’s.
Por que as demais não são morbiliformes?
- Escarlatina: exantema escarlatiniforme (eritema difuso, textura de “lixa”), linha de Pastia, palidez perioral e língua em framboesa. Etiologia estreptocócica; não é morbiliforme. Tratamento: penicilina/ amoxicilina (SBP/IDSA).
- Doença de Kawasaki: exantema polimorfo não vesicular associado a febre ≥5 dias, conjuntivite sem exsudato, alterações orais, linfonodo cervical, edema/descamação de extremidades. Risco cardíaco. Terapia: IGIV + AAS. Não é tipicamente morbiliforme.
- Síndrome do choque tóxico: toxinas de Staph/Strep com febre, hipotensão e falência orgânica; rash eritematoso difuso tipo escarlatiniforme que descama após 1–2 semanas. Não é morbiliforme. Requer suporte intensivo e antimicrobianos.
- Molusco contagioso: lesões pápulo-peroladas, umbilicadas, isoladas ou agrupadas; não é exantema maculopapular disseminado. Tratamento tópico/procedimentos conforme necessidade.
Estratégia de prova: Associe morbiliforme → morbilli → sarampo. Palavras-chave que afastam sarampo: “escarlatiniforme” (escarlatina/choque tóxico), “polimorfo” (Kawasaki), “pápulas umbilicadas” (molusco). Atenção à progressão craniocaudal e às manchas de Koplik para confirmar sarampo.
Pegadinhas: Drogas e rubéola podem causar rash morbiliforme, mas não estão nas alternativas. No sarampo, a tríade respiratória + Koplik ajuda a diferenciar.
Referências essenciais: WHO Measles (2023–2024); Ministério da Saúde – Guia de Vigilância do Sarampo; UpToDate: “Clinical features and diagnosis of measles”; Harrison’s Principles of Internal Medicine, 21ª ed.
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