O implante de um cardioversor-desfibrilador estaria consensu...
Gabarito comentado
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Tema central: A questão envolve a indicação do cardioversor-desfibrilador implantável (CDI) como forma de prevenção da morte súbita em pacientes com risco aumentado de arritmias ventriculares malignas, especialmente na presença de miocardiopatia e eventos arrítmicos com instabilidade hemodinâmica.
Justificativa da alternativa correta (B): Na alternativa B, o paciente apresenta miocardiopatia dilatada e episódios de taquicardia ventricular sustentada acompanhados de instabilidade hemodinâmica. Segundo as diretrizes da Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC) e protocolos internacionais, nessas situações é consenso a indicação de CDI como prevenção secundária (classe I de indicação) (Diretriz SBC, 2019, p. 20):
“O CDI está indicado como prevenção secundária da morte súbita cardíaca em pacientes que sobreviveram a TV sustentada com instabilidade hemodinâmica e sem causa reversível.”
A literatura e o Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas (PCDT) do Ministério da Saúde reforçam esse posicionamento. O uso do CDI neste contexto reduz de modo significativo o risco de óbito arrítmico.
Análise das alternativas incorretas:
A) O paciente sobreviveu a IAM com episódios de fibrilação ventricular na sala de emergência. Contudo, se o episódio é restrito ao período agudo do infarto (causa transitória), a indicação de CDI não é imediata; geralmente, aguarda-se reavaliação após 40 dias (SBHCI, 2019).
C) Extrassístoles ventriculares, mesmo se frequentes e polimórficas, não justificam CDI isoladamente. O risco de morte súbita em miocardiopatia chagásica requer critérios adicionais, como TV sustentada ou disfunção importante do VE.
D) Flutter atrial, mesmo que recorrente e refratário, não é indicação de CDI, pois se trata de arritmia supraventricular. O tratamento envolve ablação ou controle farmacológico.
E) Em miocardiopatia hipertrófica, síncope relacionada a fibrilação atrial (arritmia supraventricular) não configura indicação formal de CDI. O risco mais alto é para TV ou FV, não para FA isolada.
Dicas para a prova: Fique atento ao tipo de arritmia descrita (ventricular x supraventricular), à causa reversível e à presença de instabilidade hemodinâmica. Pegadinhas frequentes incluem confundir arritmias supraventriculares com indicação de CDI. Use sempre a classificação de evidências das diretrizes e os critérios de prevenção primária e secundária.
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