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Ano: 2018 Banca: Fundação FAPEC Órgão: UFMS Prova: FAPEC - 2018 - UFMS - Médico |
Q3576397 Medicina
Trata-se de paciente de 28 anos que se apresenta a cerca de 10 dias com icterícia, colúria e artralgia. Na história epidemiológica relata viagem para Bahia há 40 dias, consumo de mariscos crus na praia e relação sexual desprotegida. Os exames laboratoriais mostraram: AST = 1240; ALT = 1670; anti-VHA IgG = positivo; anti-VHA IgM = negativo; HBsAg = positivo; anti-HBc total = positivo; anti-HBc IgM = positivo; anti-HBs = negativo e anti-VHC = negativo. Analise o perfil sorológico e assinale a alternativa correta sobre o caso em tela:
Alternativas

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Tema central: Esta questão aborda o diagnóstico das hepatites virais utilizando a interpretação do perfil sorológico. Isso é fundamental na prática clínica e uma das competências mais frequentes nos concursos para médicos, pois permite diferenciar infecções agudas, crônicas e imunidade.

Justificativa da alternativa correta (C):

O perfil sorológico apresentado mostra:

  • AST e ALT muito elevadas: Indicam hepatite aguda (lesão hepatocelular recente).
  • Anti-HAV IgG positivo e IgM negativo: Imunidade ao vírus A (infecção antiga ou vacinação), não há infecção aguda por HAV.
  • HBsAg positivo: Infecção ativa pelo vírus da hepatite B.
  • Anti-HBc IgM positivo: Marcador clássico de hepatite B aguda (primeiros 6 meses de infecção).
  • Anti-HBc total positivo: Confirma exposição ao HBV (presente em infecção aguda ou crônica).
  • Anti-HBs negativo: Não há imunidade ao vírus B – esperado em quem está em fase aguda antes da soroconversão.
  • Anti-VHC negativo: Ausência de infecção por hepatite C.

Dessa forma, a alternativa correta é:
C) Hepatite aguda pelo vírus B em paciente imune ao vírus A.

Raciocínio clínico-epidemiológico: Sintomas como icterícia, colúria, artralgia e antecedentes epidemiológicos reforçam o quadro de hepatite viral aguda.

Análise das alternativas incorretas:

  • A) Incorreta. Marcadores não indicam infecção C vigente; perfil é compatível com hepatite B aguda.
  • B) Errada. Vacinar não tem indicação nesta fase aguda; HBsAg sugere infecção em curso.
  • D) Equivocada. Não há infecção aguda por HAV (IgM ausente) e não há cronicidade comprovada da infecção B (há IgM, logo é fase aguda).
  • E) Incorreta. Não há co-infecção: HAV IgM é negativo.

Protocolos e diretrizes:
Segundo o Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas (PCDT) de Hepatite B e Coinfecções, 2023:

“A presença de HBsAg, anti-HBc total e anti-HBc IgM positivo indica infecção aguda pelo vírus B.”

O Guia de Vigilância em Saúde (Volume 2) reforça: “Indivíduo que apresente anti-HAV IgM reagente” é critério para hepatite A aguda, ausente no caso.

Estrategicamente em concursos: Sempre atente para o tipo de anticorpo (IgM x IgG) e associação dos marcadores. Evite confundir “imune/vacinado” com “fase aguda” se houver HBsAg e anti-HBc IgM positivos!

Referências essenciais: Harrison’s – “Principles of Internal Medicine”; Ministério da Saúde, PCDT Hepatites.

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