Qual exame, em conjunto com a Razão Normalizada Internacion...
Gabarito comentado
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Gabarito: B — Tempo de Protrombina (TP)
Tema central: Monitorização laboratorial de anticoagulantes orais antagonistas da vitamina K (ex.: varfarina). O INR é uma padronização do TP; logo, o exame de base para ajustar dose e reduzir sangramento é o Tempo de Protrombina, do qual o INR é derivado.
Por que a alternativa B é a correta? O TP avalia a via extrínseca e comum da coagulação (Fatores VII, X, V, II e fibrinogênio). A varfarina reduz os fatores vitamina K–dependentes (II, VII, IX, X), sendo o TP particularmente sensível à queda do Fator VII, o que permite ajuste precoce da dose. O INR = (TP paciente/TP controle)ISI padroniza a variabilidade dos reagentes (ISI), e a prática clínica utiliza TP + INR para acompanhamento. Alvos usuais: INR 2,0–3,0 (FA, TEV); 2,5–3,5 (algumas próteses valvares mecânicas). Referências: Harrison’s Principles of Internal Medicine; UpToDate; Diretrizes CHEST/ACCP para manejo de varfarina.
Estratégia de prova (pegadinha): A frase “em conjunto com o INR” confunde, pois o INR é a expressão padronizada do próprio TP. Se a questão mencionar anticoagulante oral clássico (varfarina), pense em TP/INR; se mencionar heparina não fracionada, pense em aPTT. DOACs (rivaroxabana, apixabana, dabigatrana) não exigem monitorização rotineira por INR.
Análise das alternativas incorretas
A) Tempo de tromboplastina parcial ativada (aPTT): monitora heparina não fracionada e a via intrínseca (XII, XI, IX, VIII). Não é o exame de escolha para varfarina. Pode até alterar discretamente, mas não serve para ajuste de dose de anticoagulantes orais AVK.
C) Tempo de sangramento: teste antigo de função plaquetária, com baixa reprodutibilidade; abandonado pelas diretrizes (ISTH) para monitorização de anticoagulação. Não reflete atividade dos fatores da coagulação inibidos pela varfarina.
D) Contagem de plaquetas: mede quantidade, não função. Útil em sangramentos plaquetários e para rastrear trombocitopenia induzida por heparina, mas não orienta dose de varfarina.
E) Fibrinogênio plasmático: relevante em coagulopatias de consumo (ex.: CIVD) e hipofibrinogenemia, mas não é parâmetro de monitorização de anticoagulantes orais AVK.
Dica prática de laboratório: sempre confirme a qualidade do TP (reagente com ISI apropriado) e interprete o INR no contexto clínico (interações medicamentosas, dieta rica em vitamina K, função hepática).
Referências essenciais: Harrison’s Principles of Internal Medicine; UpToDate (Warfarin: pharmacology and monitoring); Diretrizes CHEST/ACCP sobre terapia antitrombótica.
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