Juliana é funcionária de uma escola. Ao conversar com um co...

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Q3700622 Pedagogia

Juliana é funcionária de uma escola. Ao conversar com um colega, este se queixou, dizendo: “Tem muita criança de família desestruturada nessa escola. Por isso é que tem tanto aluno problemático”.


Assinale a alternativa que apresenta uma resposta correta de Juliana a seu colega, se ancorada na perspectiva defendida por Abramovay et al. (2012).

Alternativas

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Alternativa correta: A

Tema central: relações entre família e escola e como explicar o comportamento dos alunos. A questão testa a visão sociológica que reconhece fatores contextuais e a importância da parceria família–escola, em vez de atribuir problemas exclusivamente à “desestrutura familiar”.

Resumo teórico (rápido e progressivo): Abramovay et al. (2012) destacam que a educação é determinada por múltiplos fatores sociais — econômicos, culturais e institucionais — e que práticas escolares eficazes valorizam a participação familiar e comunitária como fator de promoção do sucesso escolar. A escola não é isolada: engajamento familiar e políticas públicas (LDB 9.394/1996; ECA) reforçam responsabilidade compartilhada pela formação e proteção de crianças e adolescentes.

Por que A é correta: A resposta valoriza a presença de alguém da família ou responsável que se envolva com a escola — exatamente a ênfase proposta por Abramovay et al.: não importa apenas o “tipo” de família, mas o vínculo e a participação que favorecem aprendizagens e mitigam situações de risco. É uma resposta sistêmica, proativa e compatível com princípios legais e pedagógicos.

Por que as outras estão erradas:
B (separar alunos por tipo de família) promove segregação e estigmatização — contrária à inclusão e às diretrizes da LDB.
C (delegar tudo à assistência social) reproduz a ideia de que a escola não deve intervir; ignora a responsabilização compartilhada e o papel pedagógico da escola em proteção e mediação.
D (limitar participação familiar) é contraditório: reduzir participação tende a piorar vínculos e resultados; vai contra evidências sobre engajamento positivo.
E (determinismo/fatalismo) culpa exclusivamente a família e nega a capacidade de ação da escola e de políticas públicas — visão reducionista e desmotivadora para intervenções educativas.

Dica de interpretação: procure alternativas que apresentem visão sistêmica, ações possíveis e respeito à inclusão. Evite opções que culpem grupos inteiros, proponham segregação ou isolem a escola das responsabilidades sociais.

Fontes sugeridas: Abramovay et al. (2012); Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB 9.394/1996); Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).

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