Analise as afirmações abaixo antes de julgar o que se pede....

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Q4231562 Português

TEXTO I




PCC e Comando Vermelho usam programas sociais para aplicar fraudes

Auditoria do TCU identificou mais de 1,7 mil anúncios fraudulentos que utilizavam a identidade visual do governo federal


Letícia Alves


    Uma auditoria de Contas da União (TCU) revelou que o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) estruturaram uma rede de fraudes digitais. Segundo o relatório, as organizações utilizaram programas sociais do governo federal, como o Desenrola Brasil, para atrair vítimas.

    Os auditores identificaram 1,7 mil anúncios fraudulentos entre 10 e 21 de janeiro de 2025. O esquema explorou a vulnerabilidade financeira das vítimas e as mudanças nas regras de envio de dados de transações Pix à Receita Federal para criar sensação de urgência.

    A auditoria do TCU mostrou que 83,2% dos anúncios nas redes sociais usavam logotipos oficiais, cores do governo federal e artes institucionais de bancos públicos, como a Caixa Econômica Federal.


    Fraudes miram principalmente aposentados

    

    Os criminosos utilizaram inteligência artificial para manipular a imagem e a voz de lideranças políticas. As peças simulavam anúncios de benefícios públicos e exibiam fotos de pessoas em filas de bancos para atrair vítimas.

    As fraudes ligadas ao Desenrola Brasil começaram a circular em 7 de julho de 2024. Os anúncios prometiam “limpar o nome” de inadimplentes e exigiam dados pessoais e pagamento de taxas via Pix.

    No Voa Brasil, alvo de golpes desde 25 de julho de 2024, os criminosos direcionavam anúncios a aposentados do INSS. O grupo também divulgou anúncios falsos sobre valores a receber e serviços do Banco Central.

    O TCU ressaltou que a modalidade criminosa atinge principalmente aposentados e famílias de baixa renda. As vítimas fornecem dados pessoais, usados em clonagem de cartões e fraudes no WhatsApp. Outras pessoas chegaram a transferir dinheiro via Pix para contas controladas pelas organizações criminosas.



Fonte: ALVES, Letícia. PCC e Comando Vermelho usam programas sociais para aplicar fraudes. https://revistaoeste.com/brasil/pcc-e-comando-vermelho-usam-programas-sociais-paraaplicar-fraudes/ (adaptado). 

Analise as afirmações abaixo antes de julgar o que se pede.



( ) Em “Uma auditoria de Contas da União (TCU) revelou que o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) estruturaram uma rede de fraudes digitais.” (1º par.), o pronome relativo destacado inicia uma oração subordinada com função de Objeto direto.


( ) Em “A auditoria do TCU mostrou que 83,2% dos anúncios nas redes sociais usavam logotipos oficiais, cores do governo federal e artes institucionais de bancos públicos...” (3º par.), nota-se a possibilidade gramatical de uso de uma vírgula antes do termo em destaque por este fazer parte de uma enumeração de Objetos diretos.


( ) Em “Os criminosos utilizaram inteligência artificial para manipular a imagem e a voz de lideranças políticas. As peças simulavam anúncios de benefícios públicos e exibiam fotos de pessoas em filas de bancos para atrair vítimas.” (4º par.), nota-se que as duas expressões em destaque são homônimas perfeitas as quais, enquanto elementos coesivos, possuem valor semântico idêntico.


( ) Em “Os anúncios prometiam ‘limpar o nome’ de inadimplentes e exigiam dados pessoais e pagamento de taxas via Pix.” (5º par.), nota-se a presença de uma Antítese por evidenciar expressões de sentido oposto no contexto.


( ) Em “No Voa Brasil, alvo de golpes desde 25 de julho de 2024, os criminosos direcionavam anúncios a aposentados do INSS. O grupo também divulgou anúncios falsos sobre valores a receber e serviços do Banco Central.” (6º par.), os termos preposicionados em destaque exercem a mesma função sintática de Complemento nominal.



Considerando-se V para as afirmativas verdadeiras e F para as falsas, pode-se dizer que a sequência correta acima se faz presente em:

Alternativas

Gabarito comentado

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Gabarito: B

Fundamento decisivo: O comando “Considerando-se V para as afirmativas verdadeiras e F para as falsas, pode-se dizer que a sequência correta acima se faz presente em:” exige avaliar integralmente cada afirmação, distinguindo classe gramatical, função sintática e valor semântico. Uma classificação técnica incorreta impede validar a afirmação inteira; a sequência oficial correspondente é F – F – V – V – F.

Tema central: Classificação gramatical e relações semânticas
Análise das alternativas
A
Errada
Considera I e V verdadeiras indevidamente. Em I, a função de objeto direto pertence à oração introduzida por que, mas isso não transforma o conectivo em pronome relativo: ele é conjunção integrante. Em V, os termos preposicionados especificam vínculo e responsabilidade institucional, funcionando como adjuntos adnominais, não complementos nominais. A também rejeita IV, contrariando a leitura oficial, embora essa rejeição seja tecnicamente defensável.
B
Certa
B reúne as avaliações adotadas oficialmente. I é falsa porque que é conjunção integrante: introduz o conteúdo revelado, sem retomar antecedente nominal. A oração inteira, e não o conectivo, exerce função de objeto direto. II é falsa porque, na enumeração simples, a existência de elementos com a mesma função sintática não justifica vírgula antes do último elemento ligado por e; o trecho não apresenta condição específica que autorize essa vírgula. III foi aceita porque para manipular e para atrair exprimem finalidade. Há, porém, erro terminológico: repetir a mesma preposição com o mesmo significado não configura homonímia, que pressupõe diferença de significado. IV foi aceita pela oposição inferida entre a regularização prometida por “limpar o nome” e a condição de inadimplência. Essa leitura é discutível, pois o trecho não organiza inequivocamente as expressões como polos antitéticos. V é falsa porque do INSS especifica o vínculo institucional dos aposentados, e do Banco Central indica a instituição responsável pelos serviços: ambos são adjuntos adnominais. Assim, preserva-se B como gabarito oficial, sem validar irrestritamente as formulações de III e IV.
C
Errada
O erro gramatical decisivo está em considerar V verdadeira: do INSS e do Banco Central são adjuntos adnominais, pois indicam, respectivamente, vínculo dos aposentados e responsabilidade pelos serviços. A presença de preposição não os torna complementos nominais. C também diverge da avaliação oficial de III e IV; sua rejeição de III tem fundamento técnico no emprego incorreto de homônimos perfeitos, e a rejeição de IV é defensável diante da ausência de antítese inequívoca.
D
Errada
Considera I e II verdadeiras. I contém classificação incorreta de que: trata-se de conjunção integrante, sem antecedente nominal retomado. II transforma a enumeração em autorização automática para vírgula antes de e, embora o último elemento já esteja ligado pela conjunção e não haja justificativa específica para essa pontuação. Esses dois erros eliminam D independentemente das ressalvas relativas a III e IV.
E
Errada
Difere de B apenas na avaliação de IV. A leitura oficial considera verdadeira essa afirmação por contrapor a regularização prometida por “limpar o nome” à condição de inadimplência. Por esse critério, E é excluída. A ressalva é necessária: a oposição é inferida, não uma antonímia lexical direta, e sua classificação como antítese é discutível. E também mantém III como verdadeira, apesar do emprego tecnicamente inadequado de homônimos perfeitos.
Pegadinha da questão
I mistura uma informação correta — a função de objeto direto da oração — com uma classificação incorreta de que. II usa a enumeração para justificar indevidamente vírgula antes de e. V explora a associação automática entre termo preposicionado e complemento nominal. Em III, o valor final está correto, mas a classificação como homônimos perfeitos não está; em IV, a oposição depende de inferência contextual.
Dica para questões semelhantes
  • Avalie todas as partes de uma afirmação: uma função sintática corretamente identificada não compensa uma classe gramatical incorreta.
  • Na enumeração simples, verifique se o último elemento já está ligado por e; a enumeração, sozinha, não justifica vírgula antes dessa conjunção.
  • Separe identidade de sentido de homonímia: duas ocorrências da mesma preposição com o mesmo significado não constituem homônimos perfeitos.
  • Não classifique um termo como complemento nominal apenas pela preposição; examine se ele especifica vínculo ou responsabilidade em relação ao substantivo.

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Comentários

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C

A indicação da Alternativa B como correta contém equívocos de análise gramatical e conceitual. A Alternativa C (F – F – F – F – V) é a única gramaticalmente válida pelos seguintes motivos:

  1. Afirmativa 1 (FALSA): O "que" em “revelou que...” é uma conjunção integrante (introduz oração subordinada substantiva objetiva direta), e não um pronome relativo.
  2. Afirmativa 2 (FALSA): O uso da vírgula antes da conjunção e/ou de termos da mesma enumeração ("A, B e C") viola as regras formais de pontuação da norma-padrão.
  3. Afirmativa 3 (FALSA): As palavras "peças" e "pessoas" não são homônimas (não possuem a mesma grafia nem a mesma pronúncia) e não possuem valor semântico idêntico.
  4. Afirmativa 4 (FALSA): O trecho apenas lista ações dos infratores; não há emprego da figura de linguagem antítese (aproximação de termos opostos).
  5. Afirmativa 5 (VERDADEIRA): Tanto "de golpes" (liga-se ao substantivo alvo) quanto "do INSS" (liga-se ao substantivo aposentados) são termos preposicionados que completam o sentido de substantivos. Ambos desempenham a função de Complemento Nominal.

Sendo a sequência correta F – F – F – F – V, solicita-se a correção do gabarito para a Alternativa C.

B — F – F – V – V – F.

Vamos analisar cada afirmativa:

1ª — FALSA.

No trecho:

“Uma auditoria de Contas da União (TCU) revelou que o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) estruturaram uma rede de fraudes digitais.”

O “que” não é pronome relativo. É uma conjunção integrante, pois introduz uma oração subordinada substantiva objetiva direta.

Podemos substituir a oração por “isso”:

“Uma auditoria revelou isso.”

Assim, a oração “que o PCC e o CV estruturaram uma rede de fraudes digitais” exerce função de objeto direto de “revelou”, mas o “que” é conjunção integrante, e não pronome relativo.

Portanto, a afirmativa é falsa.

2ª — FALSA.

Temos:

“...mostrou que 83,2% dos anúncios nas redes sociais usavam logotipos oficiais, cores do governo federal e artes institucionais de bancos públicos...”

Os termos:

  • logotipos oficiais
  • cores do governo federal
  • artes institucionais de bancos públicos

formam uma enumeração de objetos diretos do verbo “usavam”.

Porém, a questão afirma que seria possível colocar uma vírgula antes de “e artes institucionais...” simplesmente pelo fato de ser uma enumeração.

A vírgula antes de “e”, em uma enumeração simples, não é utilizada.

Portanto, a afirmativa é falsa.

3ª — VERDADEIRA.

Observe os dois termos destacados:

“para manipular a imagem e a voz...”

e

“para atrair vítimas.”

Nos dois casos, “para” é uma preposição que introduz ideia de finalidade.

  • utilizaram inteligência artificial para manipular → finalidade;
  • exibiam fotos para atrair vítimas → finalidade.

Assim, os dois elementos possuem o mesmo valor semântico de finalidade.

4ª — VERDADEIRA.

No trecho:

“Os anúncios prometiam ‘limpar o nome’ de inadimplentes...”

A expressão “limpar o nome” apresenta uma ideia que, no contexto, se contrapõe à situação de “inadimplentes”.

O inadimplente possui uma situação negativa relacionada ao seu nome/restrição, enquanto “limpar o nome” representa a ideia de eliminar essa situação.

A banca considerou essa oposição contextual como antítese.

Portanto, a afirmativa é verdadeira.

5ª — FALSA.

Os termos:

“aposentados do INSS”

“serviços do Banco Central”

não exercem a mesma função sintática.

Em “aposentados do INSS”, o termo “do INSS” especifica quais aposentados estão sendo mencionados, funcionando como adjunto adnominal.

Já em “serviços do Banco Central”, “do Banco Central” também especifica a relação dos serviços com o órgão, funcionando igualmente como adjunto adnominal, e não como complemento nominal.

Portanto, a afirmativa de que ambos são complementos nominais é falsa.

Questão bugada??

I. "Que" funciona como conjunção integrante, dado que introduz uma oração subordinada substantiva. Esta é objetiva direta pois o verbo "revelar" pede complemento direto para objeto. Exemplo: Revelou o segredo.

II. Não cabe utilizar vírgula aqui.

III. O "para" é utilizado como preposição essencial em ambos os casos, indicando finalidade.

IV. A banca reconhece "limpar o nome" e "inadiplentes" como contraditórios, representando uma antítese.

V. "Aposentados do INSS" e "Serviços do Banco Central" indicam ideia de posse, portanto, são adjuntos adnominais.

No terceiro item, há duas palavras "para" com o mesmo sentido (conjunções finais). Elas Ñ SÃO homônimas perfeitas, pois esta expressão refere-se às álavras que têm a mesma escrita, mesmo som, mas com sentidos diferentes e este não é o caso da questão.

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