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Q3653442 Veterinária
O diagnóstico do tétano é realizado com base nos sinais clínicos apresentados pelos animais. Eliminar a fonte de bactérias e toxinas do organismo animal, controlar os espasmos musculares e fornecer tratamento suporte como hidratação e nutrição são fundamentais para um tratamento eficaz, e embora o prognóstico seja considerado reservado, há variação conforme o tempo de evolução e intensidade dos sinais clínicos. Considerando a taxa de mortalidade em equinos de até 80%, é fundamental manter um controle e profilaxia adequados, sendo o mais efetivo:
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Tema central: tétano em equinos – diagnóstico clínico e, sobretudo, profilaxia vacinal como medida mais efetiva para reduzir a alta mortalidade.

Como reconhecer clinicamente: rigidez muscular progressiva, protrusão da terceira pálpebra, trismo (dificuldade de abrir a boca), cauda erguida, “sawhorse stance” (postura em cavalete), hiperestesia e espasmos desencadeados por som/luz/toque. O diagnóstico é clínico; cultura de C. tetani em feridas é pouco sensível e não é necessária para confirmar. Fisiopatologia: a tetanospasmina bloqueia GABA/glicina nos interneurônios (células de Renshaw), gerando rigidez e espasmos.

Conduta terapêutica (resumo): desbridamento da porta de entrada, antibiótico (ex.: metronidazol ou penicilina), antitoxina em não vacinados/rebanhos de risco, sedação e controle de espasmos, ambiente silencioso, hidratação e suporte nutricional.

Por que a alternativa B é a correta: a medida de maior impacto em controle e profilaxia é a imunização com toxoide tetânico mantendo reforço anual. Diretrizes (AAEP; Merck Veterinary Manual) apontam que, após a primovacinação, os reforços anuais são o padrão para manter títulos protetores e reduzir drasticamente casos e letalidade. Assim, entre as opções, a que expressa a manutenção anual do cronograma é a que melhor representa a profilaxia efetiva em nível populacional.

Atenção ao detalhe: em adultos naïve, a primovacinação usual é de 2 doses (4–6 semanas), seguida de reforço em 12 meses e, então, anual. Potros frequentemente recebem 3 doses por interferência de anticorpos colostrais. Em feridas de risco, considerar antitoxina + toxoide.

Por que as demais estão incorretas:

A – “3 doses iniciais para todos” não é regra para adultos; isso se aplica mais a potros ou situações específicas. Como diretriz geral de rebanho, induz erro de protocolo.

C – “Imunização a cada 6 meses” não é recomendação rotineira para tétano. Reforços semestrais não trazem benefício comprovado na maioria dos cenários e aumentam custo e risco de reações, contrariando diretrizes usuais.

D – “3 doses iniciais + 2 doses anuais” é excessivo e sem suporte em guias. A prática padrão após primovacinação é 1 reforço anual.

Dica de prova: identifique termos como “cronograma anual” para tétano e desconfie de esquemas muito frequentes ou universalmente “3 doses” sem diferenciar adultos vs. potros. Lembre: toxoide = ativa (profilaxia), antitoxina = passiva (exposição/ferida).

Referências essenciais: AAEP Vaccination Guidelines (Core Vaccines – Tetanus); Merck Veterinary Manual (Equine Tetanus); WOAH/OIE – fichas de doença e vacinação.

Gabarito: B

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