O texto parte de uma experiência banal do cotidiano para di...
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Com base no mesmo assunto
Ano: 2026
Banca:
IGEDUC
Órgão:
Prefeitura de Exu - PE
Prova:
IGEDUC - 2026 - Prefeitura de Exu - PE - Médico Ginecologista |
Q4394669
Português
Texto associado
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.
A complexa ciência por trás do ato de ficar parado em pé
Para a maioria das pessoas, ficar em pé, por exemplo,
em uma fila é uma tarefa automática que não requer
nenhuma atenção ou habilidade especial para manter o
equilíbrio. Por outro lado, talvez paradoxalmente, o
estudo científico de como o corpo humano se mantém
em postura ereta quieta se mostra bastante complexo.
[...]
Um conceito inicial, que merece ser ressaltado, é que a
rigidez passiva (ou intrínseca) de músculos e tendões da
perna e demais regiões do corpo envolvidos na postura
ereta não é, em geral, suficiente para manter o equilíbrio
de um sujeito em pé. É necessário haver a contração de
certos músculos para garantir a manutenção da postura
em pé, mesmo sobre uma superfície plana, horizontal,
rígida e imóvel.
Um segundo aspecto é que, do ponto de vista de
minimizar o gasto energético, poderia parecer ideal o
corpo ficar a 90 graus durante a postura ereta quieta.
Mas não é isso o que ocorre, o corpo fica alguns graus
inclinado para a frente. Esta situação poderia,
teoricamente, ocorrer com a rigidez passiva muscular e
tendinosa dos músculos localizados atrás da perna
(panturrilha), mas na realidade há uma leve contração
dos músculos da panturrilha para evitar que o sujeito
caia para a frente. Uma razão que explica isto é que
essa configuração mantém os receptores sensoriais
(transdutores mecano-elétricos) que há nos músculos da
panturrilha em condições ideais para sinalizar pequenas
alterações na posição e movimento do corpo, algo que
não ocorreria caso o sujeito ficasse a 90 graus. Essa
sinalização sensorial evita eventuais princípios de queda
por meio do controle da contração muscular ativada por
realimentação sensório-motora via medula espinhal. [...]
KOHN, André Fabio. A complexa ciência por trás do ato de ficar
parado em pé. Jornal da USP, São Paulo, 14 set. 2026. Disponível
em:
https://jornal.usp.br/artigos/a-complexa-ciencia-por-tras-do-ato-de-ficarparado-em-pe/. Acesso em: 23 set. 2026. (Adaptado.)
O texto parte de uma experiência banal do cotidiano para
discutir um problema científico, articulando hipóteses,
refutações e justificativas sobre o modo como o corpo
humano se mantém em pé. Considerando a progressão
argumentativa do texto, analise as afirmativas a seguir:
I. O texto contrapõe a percepção cotidiana de que ficar em pé é tarefa automática à constatação de que a explicação científica desse ato é complexa, e o advérbio "talvez" atenua o caráter paradoxal atribuído a esse contraste.
II. O texto sustenta que a rigidez passiva de músculos e tendões é, em regra, suficiente para garantir o equilíbrio, desde que o sujeito esteja sobre uma superfície plana, rígida e imóvel.
III. A postura a 90 graus é apresentada como aparentemente vantajosa do ponto de vista energético, mas o autor indica que a posição inclinada favorece a sinalização sensorial de pequenas alterações de posição.
IV. A inclinação do corpo para a frente é descrita como uma falha do controle postural, tolerada pelo organismo porque reduz o gasto energético em relação à posição a 90 graus.
É CORRETO o que se afirma em:
I. O texto contrapõe a percepção cotidiana de que ficar em pé é tarefa automática à constatação de que a explicação científica desse ato é complexa, e o advérbio "talvez" atenua o caráter paradoxal atribuído a esse contraste.
II. O texto sustenta que a rigidez passiva de músculos e tendões é, em regra, suficiente para garantir o equilíbrio, desde que o sujeito esteja sobre uma superfície plana, rígida e imóvel.
III. A postura a 90 graus é apresentada como aparentemente vantajosa do ponto de vista energético, mas o autor indica que a posição inclinada favorece a sinalização sensorial de pequenas alterações de posição.
IV. A inclinação do corpo para a frente é descrita como uma falha do controle postural, tolerada pelo organismo porque reduz o gasto energético em relação à posição a 90 graus.
É CORRETO o que se afirma em: