"Este e-mail, ainda não o li.” Através deste exemplo, podem...
"Este e-mail, ainda não o li.”
Através deste exemplo, podemos perceber que há o uso de um pronome pessoal átono enfatizando a ideia expressa pelo objeto direto. Ao objeto repetido por este pronome pessoal átono damos o nome de:
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Tema central: Sintaxe – Objeto Direto Pleonástico
No exemplo analisado, observamos a construção: "Este e-mail, ainda não o li." Aqui, o termo antecipado “este e-mail” exerce a função de objeto direto do verbo “ler”. Em seguida, o pronome átono “o” faz referência a esse mesmo objeto, reforçando e enfatizando a informação. A esse fenômeno sintático damos o nome de objeto direto pleonástico.
Regra normativa: Conforme explica Celso Cunha e Lindley Cintra, em sua referência clássica (“Nova Gramática do Português Contemporâneo”), o objeto direto pleonástico ocorre quando o objeto direto é antecipado e, mais adiante, retomado por um pronome oblíquo átono. Essa duplicidade visa dar ênfase ou clareza ao termo.
Exemplo semelhante: “Os livros, não os comprei ainda.” — “Os livros” (objeto antecipado), “os” (pronome átono reforçando).
Justificativa para a alternativa CORRETA (B):
A alternativa B) Objeto direto pleonástico está correta porque há ênfase advinda da repetição do objeto direto por um pronome (“o”), como prevê a gramática normativa e a prática de textos que prezam por clareza e ênfase.
Alternativas INCORRETAS:
A) Objeto direto preposicionado: Um objeto direto preposicionado seria um termo ligado ao verbo por preposição (ex: “Perdi a coragem”). Na frase em questão, NÃO há preposição introduzindo o objeto direto.
C) Agente da passiva: Refere-se ao termo que pratica a ação na voz passiva (ex: “A carta foi escrita por Maria”). O trecho está em voz ativa – não há estrutura de passiva nem agente da passiva.
D) Complemento nominal: É um termo que completa o significado de um nome, sempre com preposição (ex: “Orgulho de seu trabalho”). No exemplo analisado, “este e-mail” é objeto direto do verbo, e não complemento nominal.
Dica para não errar: Sempre que encontrar um termo antecipado retomado por pronome oblíquo (me, te, o, a, nos, os, as etc.), desconfie de objeto pleonástico. Atente-se: não basta haver pronome, é necessária a duplicidade sintática.
Conclusão: O uso do objeto direto pleonástico confere ênfase e clareza, sendo amplamente aceito tanto pelos manuais oficiais quanto pelas gramáticas de referência.
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Comentários
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b) Objeto direto pleonástico.
"Este e-mail, ainda não o li."
O objeto direto foi expresso no início da oração e, em seguida, foi repetido por intermédio de um pronome.
Objeto direto ou indireto- pleonástico, que consiste na retomada do objeto por um pronome pessoal, geralmente com a intenção de colocá-lo em destaque
Por Exemplo: As mulheres, eu
as vi na cozinha. (Objeto Direto)
A todas vocês, eu já lhes forneci o pagamento mensal. (Objeto Indireto)
Pleonasmo: trata-se da repetição desnecessária de um termo.
Ex: A mim, isto não me agrada.
Referência: Professora Rafaela Motta
Quando queremos dar destaque ou ênfase à ideia contida no objeto direto, colocamo-lo no início da frase, depois o repetimos ou reforçamos por meio do pronome oblíquo . A esse objeto repetido sob forma pronominal chama-se Pleonástico, enfático ou redundante.
Ex: O bem, muitos o louvam, mas poucos o seguem.
Fonte:Novíssima Gramática (Cegalla)
Rafaela mota quase infarta quanda fala sobre isso kkk
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