O terapeuta deverá orientar o atleta profissional para que e...
I- Uma digitadora que relatava dor, crepitação, calor e vermelhidão na região das mãos e punhos; trabalhava cerca de três horas seguidas (sem intervalo) sob enorme pressão, de forma a estar produzindo um número elevado de matérias por dia; queixava-se de trabalhar em uma mesa muito alta em relação ao seu tamanho e da pouca iluminação do ambiente de trabalho.
II- Um homem que costumava jogar vôlei aos finais de semana como forma de distração e lazer, que, após o término de seu último jogo, estava sentindo fortes dores na região lateral do braço direito.
III- Um homem, atleta profissional de vôlei, que apresentava sintomas e queixas idênticos ao caso anterior, mas que realizava treinos diários e de longa duração, em que vários exercícios repetitivos eram realizados de forma incessante. Segundo relato desse paciente, a dor era bastante forte e irradiava-se na face lateral de seu braço direito — dominante — e, além disso, havia crepitação e dificuldade na realização do movimento de elevação do braço. Somado a tudo isso, o atleta também demonstrava alto grau de ansiedade, visto que a fase final de um campeonato estava se aproximando, o que provocou um aumento excessivo no nível de cobrança do treinador, para que os resultados do time fossem cada vez mais positivos.
Considerando que, após a análise dos três casos, o terapeuta ocupacional tenha elaborado um plano de tratamento específico para cada um deles, julgue os itens que se seguem.
Gabarito comentado
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Gabarito: E (Errado)
1. Tema central da questão
Esta questão aborda o papel do terapeuta ocupacional na abordagem dos Distúrbios Osteomusculares Relacionados ao Trabalho (DORT), especialmente considerando fatores físicos e psicossociais – como o estresse – no tratamento do paciente.
2. Resumo teórico
Os DORT são lesões causadas por esforços repetitivos, posturas inadequadas e sobrecarga física, mas fatores emocionais e psicossociais (como estresse, pressão, ansiedade) também são reconhecidamente agravantes e contribuintes para o desenvolvimento e manutenção dos sintomas. Diretrizes do Ministério da Saúde e manuais de reabilitação (como o Manual de Procedimentos para Serviços de Reabilitação do MS) orientam o cuidado integral, incluindo aspectos emocionais no plano terapêutico.
3. Análise da alternativa
A alternativa afirma que o terapeuta deve tranquilizar o atleta dizendo que o estresse não influencia a patologia e que não deve ser considerado no tratamento. Isso está incorreto.
Está bem estabelecido que o estresse pode aumentar a percepção da dor, dificultar a recuperação e agravar quadros de DORT. Portanto, orientações ao paciente devem incluir, sim, estratégias para manejo do estresse (como pausas, técnicas de relaxamento, apoio psicológico), integrando o aspecto emocional ao tratamento.
A alternativa está errada porque:
- Desconsidera um fator clínico relevante (o estresse).
- Contraria a literatura e as diretrizes do cuidado interdisciplinar.
4. Estratégias para interpretação:
Fique atento a palavras como “única”, “sempre” ou “não precisará ser considerado”, pois costumam indicar pegadinhas em provas. Questões de saúde, especialmente em reabilitação, raramente excluem fatores psicossociais do cuidado integral.
Resumo: O tratamento de DORT deve contemplar tanto fatores mecânicos quanto psicossociais. Negligenciar o estresse como fator de agravamento é um equívoco, tornando a alternativa ERRADA.
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