“Manifesta-se no riso das pessoas, na maioria das vezes, qua...
Gabarito comentado
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Tema central: Conjunções subordinativas concessivas.
Nesta questão, o foco é compreender a função semântica da conjunção destacada: embora. Saber reconhecer os conectivos e a relação que estabelecem entre as orações é fundamental na prova de Língua Portuguesa.
Explicação da alternativa correta (D – Uma concessão):
Pela norma-padrão, conforme ensina a Moderna Gramática Portuguesa de Evanildo Bechara, as conjunções concessivas (“embora”, “ainda que”, “mesmo que” etc.) introduzem uma oração que expressa contraste ou oposição: apresentam uma circunstância que, apesar de ocorrer, não impede a realização do fato principal.
No trecho analisado, ao dizer "embora essa pessoa quase nunca saiba que efeito o seu riso provoca", o autor destaca que, MESMO a pessoa não tendo consciência desse efeito, ainda assim ele ocorre. Isso caracteriza concessão: uma ideia de obstáculo não impeditivo.
Resumo da regra: As orações concessivas mostram que algo acontece “apesar de” um impedimento aparente. Exemplo simples: “Embora chovesse, fomos ao parque.”
Análise das alternativas incorretas:
A) Uma causa: Errado. Causa explica o motivo de uma ação (exemplos: porque, já que). “Embora” não expressa motivo, mas obstáculo.
B) Uma finalidade: Incorreto. Finalidade indica objetivo (“para que”). “Embora” não apresenta propósito, mas dificuldade vencida.
C) Um tempo: Inadequado. Tempo indica quando ocorre algo (quando, enquanto, assim que). “Embora” não situa a ação no tempo, mas em oposição.
Dica importante de prova: Sempre associe “embora” à ideia de concessão. Palavras que expressam adversidade/oposição geralmente revelam concessão.
Assim, a resposta correta é D) Uma concessão.
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Concessão: Expressam uma ideia contrária ao que seria esperado - Embora, ainda que, mesmo que, conquanto, por mais que, posto que, se bem que.
Causal: introduz uma causa, motivo ou razão para o fato expresso na oração principal - porque, pois, porquanto*, como (no sentido de porque), pois que, por isso que, uma vez que, visto que, visto como, que, já que, desde que
Finais (finalidade): As conjunções finais iniciam uma oração subordinada indicando a finalidade da oração principal: para que, a fim de que e para
Tempo (temporais): quando, enquanto, antes que, depois que, logo que, desde que, sempre que, assim que e mal.
O "porquanto" é usado como causa quando introduz uma oração que explica o motivo real de uma ação, ou seja, a causa objetiva que gera a consequência. É um sinônimo de "porque" causal e, nesses casos, ele pode ser substituído por "pois", "visto que", "já que", entre outras, e a vírgula é facultativa ou opcional. Quando é explicação, o "porquanto" introduz uma justificativa ou motivo subjetivo para a afirmação, como uma explicação de um ponto de vista, e nesse caso ele é sinônimo de "pois" explicativo.
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