O pé diabético é um seguimento específico nos cuidados com ...
Gabarito comentado
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Tema central da questão: O foco da questão é o pé diabético, uma complicação comum em pacientes com diabetes mellitus que envolve alterações nos nervos e vasos sanguíneos das extremidades inferiores. A questão explora a neuropatia periférica, uma complicação frequente em diabéticos, e suas consequências.
Justificativa para a alternativa correta (C): A alternativa C aborda a polineuropatia simétrica distal, a forma mais comum de neuropatia periférica em diabéticos. Essa condição afeta cerca de 50% dos pacientes diabéticos e é predominantemente sensitiva. Caracteriza-se pela perda sensorial, principalmente nos pés, o que aumenta o risco de lesões devido à falta de percepção de dor e pressão. A progressão é geralmente lenta, e o manejo adequado do diabetes pode retardar seu avanço. Este conceito é consistente com diretrizes médicas, como as encontradas no Harrison’s Principles of Internal Medicine, que destaca a prevalência e as características da neuropatia diabética.
Análise das alternativas incorretas:
Alternativa A: A afirmação de que haverá uma diminuição da prevalência do diabetes e, portanto, menos neuropatias, é incorreta. As projeções globais indicam um aumento na prevalência de diabetes, especialmente devido ao envelhecimento da população e ao aumento de fatores de risco como obesidade e sedentarismo. Assim, espera-se um aumento nas complicações como neuropatias e arteriopatias periféricas.
Alternativa B: Embora o seguimento fêmoro-poplíteo possa ser acometido por lesões ateroscleróticas, a alternativa sugere que as artérias da perna têm menor calcificação na camada média, o que não é sempre o caso. Em diabéticos, a calcificação da média, conhecida como arteriosclerose de Monckeberg, é comum e pode afetar tanto as artérias de grande quanto de pequeno calibre.
Alternativa D: A neuropatia diabética não é predominantemente motora; é principalmente sensitiva. As manifestações como câimbras e dor na panturrilha ao caminhar menos de 50 metros são mais sugerentes de claudicação intermitente, associada a doença arterial periférica, não de neuropatia diabética.
Alternativa E: A neuro-osteoartropatia de Charcot não é patognomônica de diabetes mal controlada, embora seja uma complicação grave. Além disso, a ausência de pulsação nas artérias distais sugere doença arterial periférica severa, que não é uma característica definidora da artropatia de Charcot. Esta condição se caracteriza por destruição articular e alterações ósseas devido à neuropatia sensitiva.
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