Uma paciente de 28 anos de idade, vítima de acidente mo...
Com base nessa situação hipotética, assinale a alternativa correta.
Gabarito comentado
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Tema central: O caso aborda trauma vascular de alto grau em membro superior após politrauma, levando à suspeita de trombose arterial aguda da artéria subclávia, evento potencialmente grave e ameaçador à viabilidade do membro.
Justificativa da alternativa correta (B):
O quadro clínico—dor intensa, frialdade, ausência de pulsos distais, fluxo monofásico arterial e sinais de isquemia (cianose distal não fixa)—somado ao CVF elevado (CPK 5000) remete a lesão arterial subaguda secundária a trauma de alta energia, frequentemente associada a avulsão, laceração ou ruptura da camada íntima arterial, causando trombose. A chance de envolvimento do plexo braquial é grande, dada a topografia e gravidade do acidente.
É conduta de referência, conforme Protocolo de Trauma do Ministério da Saúde (p. 52): “Na presença de sinais inequívocos de lesão arterial (ausência de pulso, isquemia, sopro, hematoma expansivo), está indicado o reparo cirúrgico imediato por via aberta ou endovascular, se disponível.” O uso da angiografia ou angiotomografia é recomendação da SBACV para melhor detalhamento.
Análise das alternativas incorretas:
A) O shunt temporário é reservado para lesões críticas com necessidade de estabilização rápida, geralmente em contextos de múltiplos ferimentos vasculares e instabilidade hemodinâmica grave, o que não está descrito aqui.
C) Apesar do intenso aumento de CPK, o conjunto de achados clínicos favorece isquemia arterial aguda mais do que síndrome compartimental clássica, cujos principais achados são dor desproporcional, parestesias, e dor à mobilização passiva, além de pulso normalmente presente nos estágios iniciais.
D) A amputação primária está indicada apenas em casos de evidência clara de necrose irreversível, lesão irrecuperável do membro ou risco de vida associado; ainda há sinais de viabilidade tecidual (cianose não fixa).
E) Não se deve postergar o reparo. A lesão arterial aguda, mesmo com compensação clínica, representa emergência cirúrgica; aguardar pode precipitar necrose e perda do membro, além de risco sistêmico por rabdomiólise e hiperpotassemia.
Estratégia para provas: Atente a termos como "sinais de isquemia aguda", "ausência de pulsos", "dor intensa”, “cianose não fixa"; sugerem necessidade de atuação rápida. Pegadinhas comuns envolvem confundir síndrome compartimental com isquemia arterial. Foque sempre nos achados decisivos!
Referências: Protocolo de Trauma do Ministério da Saúde (p. 52); Diretriz SBACV 2023 (p. 16); UpToDate: “Blunt and penetrating trauma to the subclavian vessels”.
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