O paciente de 78 anos de idade, tabagista e diabético, ...

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Q3126705 Medicina
    O paciente de 78 anos de idade, tabagista e diabético, foi internado devido à presença de gangrena de hálux direito e de dor em repouso. Apresentou, em membro inferior direito, pulso femoral amplo, pulso poplíteo e distais ausentes. No membro inferior esquerdo, apresentou pulso femoral e poplíteo amplos, sem pulsos distais palpáveis. Os exames indicaram FC a 85 bpm e PA a 130 x 80 mmHg. Exames laboratoriais: creatinina: 2,5; Ur: 110; Na: 135; e K: 4,4.

Com base nessa situação hipotética, assinale a alternativa correta.
Alternativas

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Tema central: Esta questão aborda arteriografia em pacientes com insuficiência renal crônica, discutindo riscos e alternativas seguras ao uso do contraste iodado, especialmente diante de comorbidades como diabetes e idade avançada.

Justificativa da alternativa correta (E):
O paciente do caso apresenta insuficiência renal (creatinina: 2,5), além de ser diabético e idoso, o que o coloca em alto risco para nefropatia induzida por contraste iodado. De acordo com as principais diretrizes (como o UpToDate e o Tratado de Doenças Vasculares Periféricas, de Rutherford), o uso de CO₂ (gás carbônico) como meio de contraste é altamente indicado nesse perfil, pois não agrava a função renal.
No entanto, é fundamental estar atento a possíveis complicações do CO₂, como isquemia mesentérica (sobretudo quando injetado inadvertidamente em artérias viscerais) e neurotoxicidade, embora sejam raras. Isso está alinhado com as evidências: “O CO₂ é considerado meio de contraste seguro em portadores de disfunção renal, devendo atenção ao risco de embolização em leito visceral” (Rutherford, 2019).

Análise crítica das alternativas incorretas:

A) Errada. Não existe dose “segura” de contraste iodado em paciente com insuficiência renal prévia; qualquer exposição pode piorar a função renal. O chamado preparo renal (hidratação, N-acetilcisteína, etc.) reduz, mas não elimina o risco.

B) Errada. O CO₂ não está relacionado a alto risco de anafilaxia. Isquemia mesentérica e acidose são possíveis, mas a anafilaxia é típica do contraste iodado.

C) Errada. Embora o CO₂ seja uma alternativa válida, a qualidade de imagem não é semelhante à do contraste iodado, sobretudo em vasos mais calibrosos acima do diafragma.

D) Errada. Diabéticos têm maior risco de nefropatia induzida por contraste, e não risco semelhante aos não diabéticos, de acordo com diretrizes do Ministério da Saúde e literatura internacional.

Principais pontos de atenção na leitura: Identificar comorbidades críticas (diabetes, IRA), saber as complicações e contraindicações de cada tipo de contraste, e atentar-se para palavras como “sem risco” ou “semelhante”, que frequentemente são pegadinhas em provas.

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