Na Unidade de Terapia Intensiva (UTI), um paciente adulto ch...

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Q3950833 Enfermagem
Na Unidade de Terapia Intensiva (UTI), um paciente adulto chega sedado, intubado e sob ventilação mecânica invasiva após transferência do centro cirúrgico. Nesse momento inicial, há risco elevado de eventos adversos relacionados ao manejo da via aérea, especialmente desconexões e extubação não planejada. Qual cuidado de enfermagem deve ser realizado pelo técnico de enfermagem para reduzir o risco de extubação acidental e complicações associadas, como broncoaspiração? 
Alternativas

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Gabarito: D

Fundamento decisivo: O critério decisivo é a prevenção de extubação não planejada e broncoaspiração por meio da segurança mecânica da via aérea artificial: em paciente adulto sedado, intubado e em ventilação mecânica invasiva no momento inicial pós-transferência, a checagem da fixação do tubo, da marcação externa na comissura labial e da pressão do cuff em faixa segura é o cuidado que controla os mecanismos de deslocamento e falha de vedação.

Tema central: Segurança da via aérea
Análise das alternativas
A
Errada
Está errada porque manter o paciente em decúbito dorsal não previne extubação acidental e ainda pode aumentar o risco de broncoaspiração. O mecanismo relevante aqui não é evitar suposta tração pelo posicionamento plano, mas garantir fixação do tubo, confirmar sua profundidade e manter o cuff com vedação adequada. A base ainda aponta que a elevação da cabeceira costuma integrar medidas de prevenção de broncoaspiração quando não há contraindicação.
B
Errada
Está errada porque postergar aspiração traqueal e manipulação do circuito por rotina não atua sobre os fatores mecânicos que causam extubação não planejada. Além disso, adiar cuidados potencialmente necessários pode atrasar desobstrução de secreções e correção de problemas ventilatórios. O erro médico da alternativa é substituir vigilância da fixação, do posicionamento do tubo e do cuff por uma conduta de atraso deliberado de intervenções que podem ser clinicamente indicadas.
C
Errada
Está errada porque a suspensão imediata da sedação antes da estabilização ventilatória inicial pode precipitar agitação, tosse, assincronia com o ventilador e autoextubação. No cenário descrito, a prioridade não é avaliação neurológica imediata acima da segurança da via aérea, mas estabilizar e proteger a ventilação. A alternativa contraria o objetivo central da questão, que é reduzir extubação acidental e suas complicações.
D
Certa
A alternativa D é a única que atua diretamente sobre os três determinantes imediatos da segurança do tubo orotraqueal: fixação íntegra, posição correta e vedação traqueal adequada. A conferência da marcação em centímetros na comissura labial permite identificar migração do tubo para fora ou aprofundamento excessivo; a avaliação da fixação reduz o risco de deslocamento e saída acidental durante manipulação inicial; e o monitoramento da pressão do cuff em faixa segura mantém vedação suficiente para reduzir escape aéreo e broncoaspiração sem exceder o limite que aumenta risco de lesão traqueal. Esse conjunto corresponde exatamente ao objetivo pedido pela questão.
E
Errada
Está errada porque dieta enteral precoce não é a prioridade imediata quando ainda há necessidade de reavaliar a segurança da via aérea e o posicionamento do tubo. Iniciar dieta antes dessa checagem pode aumentar risco de broncoaspiração. A questão cobra cuidado inicial de segurança da via aérea artificial, e não suporte nutricional.
Pegadinha da questão
A banca misturou cuidados gerais de UTI com a medida que realmente reduz extubação acidental no momento inicial. O erro mais provável é escolher uma ação aparentemente prudente, como manter o paciente plano, manipular menos, retirar sedação cedo ou antecipar dieta, em vez de reconhecer que o decisivo é checar fixação, posição externa do tubo e cuff.
Dica para questões semelhantes
  • Quando a pergunta trouxer risco de extubação não planejada, pense primeiro nos fatores mecânicos do tubo: fixação, profundidade pela marcação externa e cuff.
  • Se o enunciado também citar broncoaspiração, procure a alternativa que garanta vedação traqueal adequada e não aquela que apenas reduz manipulação de forma genérica.
  • No pós-transferência para a UTI, priorize segurança da via aérea antes de medidas como suspensão abrupta da sedação ou início de dieta.
  • Desconfie de alternativas que trocam uma checagem objetiva do tubo por um cuidado inespecífico de rotina.

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