Sobre fixadores de tecido para encaminhamento de perícias p...
Gabarito comentado
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Tema central: escolha do fixador de tecido para envio à Anatomia Patológica. Em rotina histopatológica, o padrão é a formalina tamponada a 10% (≈4% de formaldeído), preparada a partir do formol comercial (solução aquosa de formaldeído) e tampão neutro.
Alternativa correta: A – “o formol bruto é comercializado como formol a 37%.”
Justificativa: o “formol bruto” é a solução comercial de formaldeído a ~37–40% em água (com estabilizantes). A partir dele se prepara a formalina a 10% (≈4% de formaldeído), ideal para fixação rotineira por manter pH neutro e boa preservação morfológica. Essa nomenclatura confunde muitos candidatos e é uma pegadinha frequente. Referências: Bancroft & Gamble – Theory and Practice of Histological Techniques; CAP – Guidelines for Handling of Surgical Pathology Specimens; Robbins Basic Pathology.
Análise das incorretas
B) “o melhor fixador é o formol a 37%” – Incorreto. 37% é o estoque concentrado, não utilizado diretamente. Em concentração alta, causa endurecimento, retração e má penetração, prejudicando cortes e imunohistoquímica. O ideal é 10% formalina tamponada (≈4% formaldeído), relação tecido:fixador de ~1:10 (CAP).
C) “o ideal é fixar as amostras em álcool absoluto” – Incorreto. Álcool absoluto é coagulante, provoca fragilidade e encolhimento. Útil em citologia (ex.: etanol 95% no Papanicolaou), mas não é o padrão para biópsias de rotina.
D) “o ideal é fixar as amostras em álcool 70%” – Incorreto como fixador primário. Pode servir apenas como contingência quando não há formalina, ou para armazenamento temporário, mas altera a morfologia e não substitui a formalina tamponada (Bancroft & Gamble).
E) “o ideal é enviar as amostras congeladas” – Incorreto. Envio congelado é reservado a exame intraoperatório ou algumas análises moleculares, exigindo cadeia de frio e gerando artefatos de gelo. Para rotina, o recomendado é fixação imediata em 10% formalina tamponada (CAP).
Estratégia de prova: ao ler “encaminhamento para Anatomia Patológica”, pense em rotina histológica. Desconfie de extremos (álcool absoluto, 37%, envio congelado). Reconheça a pegadinha entre “formol 37%” (estoque) versus “formalina 10%” (uso).
Dica prática em Odontologia: cortar fragmentos até 2–3 mm de espessura, usar volume de fixador 10x o volume do tecido, preferir tamponamento neutro (pH ~7). Tecidos mineralizados (ex.: amostras com osso/dente) necessitam descalcificação após fixação.
Fontes: CAP (College of American Pathologists) – Handling of Surgical Pathology Specimens; Bancroft & Gamble – Theory and Practice of Histological Techniques; Robbins & Cotran – Basic Pathology.
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