Homem, 58 anos de idade, submetido a transplante cardíaco
há 1 ano, comparece à UTI com queixas de dispneia
progressiva, tosse seca e febre não documentada há 3 dias.
Está em uso de everolimus, tacrolimo e prednisona como
esquema imunossupressor. Ao exame físico, apresenta
úlceras orais dolorosas, crepitações finas bilaterais à ausculta
pulmonar, e hipoxemia leve (SpO2 de 89% em ar ambiente).
Radiografia de tórax evidenciou infiltrado intersticial difuso e
pequeno derrame pleural bilateral. TC de tórax confirma
infiltrado em vidro fosco. Procalcitonina normal. Lavado
broncoalveolar negativo para bactérias, fungos, CMV e
Pneumocystis. PCR-CMV indetectável. Glicose e eletrólitos
normais. Em relação ao caso descrito, qual o diagnóstico mais
provável?