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Q3948659 Saúde Pública
Desde 2024, o estado de Santa Catarina adota o conceito de casos prováveis para avaliação do cenário epidemiológico para casos de dengue, chikungunya e zika. A classificação de casos prováveis refere-se a todos os casos notificados, confirmados, suspeitos e inconclusivos, com exceção dos descartados. Assim, todos os casos suspeitos que foram notificados no sistema de informação serão considerados prováveis até que ocorra o encerramento da ficha. Com base nessa mudança e nas ações integradas de vigilância ambiental e entomológica, analise as assertivas e assinale a alternativa que aponta as corretas.

I. A nova classificação amplia a sensibilidade da vigilância, permitindo respostas mais rápidas às variações do cenário epidemiológico.
II.  A vigilância entomológica perde relevância, pois os indicadores clínicos passam a refletir melhor a realidade.
III.  A análise de casos prováveis possibilita antecipar medidas preventivas, mesmo antes do encerramento das fichas de notificação.
IV. A estratégia reduz a necessidade de articulação com os municípios, já que o acompanhamento é centralizado em nível estadual. 
Alternativas

Gabarito comentado

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Gabarito: A

Fundamento decisivo: O enunciado define casos prováveis como todos os notificados, confirmados, suspeitos e inconclusivos, exceto os descartados, e informa que os suspeitos notificados permanecem assim até o encerramento da ficha. Isso basta para concluir que a vigilância passa a operar com base em um conjunto mais amplo e precoce de casos, sustentando I e III e afastando as assertivas II e IV.

Tema central: casos prováveis na vigilância
Análise das alternativas
A
Certa
A alternativa A está certa porque a nova classificação considera como prováveis os casos notificados que ainda não foram descartados, inclusive suspeitos e inconclusivos. Esse critério amplia a sensibilidade da vigilância, pois permite captar alterações do cenário epidemiológico antes do encerramento dos casos, o que sustenta a assertiva I. Pelo mesmo motivo, a análise desses casos permite antecipar medidas preventivas e de monitoramento antes da conclusão final da ficha, o que sustenta a assertiva III. Como o enunciado fala em ações integradas de vigilância ambiental e entomológica, não há base para afastar essas frentes nem para supor centralização que dispense articulação municipal.
B
Errada
Está errada porque inclui a assertiva IV. O enunciado não autoriza concluir que a estratégia reduz a necessidade de articulação com os municípios; ao contrário, a lógica descrita continua dependente de notificação, acompanhamento e ação articulada, sem indicação de centralização excludente em nível estadual.
C
Errada
Está errada porque inclui a assertiva II. A mudança para casos prováveis não implica perda de relevância da vigilância entomológica, e o próprio enunciado menciona ações integradas de vigilância ambiental e entomológica, o que contraria a ideia de substituição por indicadores clínicos.
D
Errada
Está errada por dois motivos concretos: inclui a assertiva IV, que não se sustenta no enunciado, e exclui a assertiva I, que é compatível com o aumento da sensibilidade da vigilância ao incluir casos ainda não descartados.
E
Errada
Está errada porque inclui a assertiva II. A nova classificação epidemiológica amplia o monitoramento precoce, mas não elimina nem reduz a relevância da vigilância entomológica; o enunciado aponta integração entre as frentes, não substituição.
Pegadinha da questão
A confusão explorada foi tratar a ampliação do monitoramento por casos prováveis como se ela substituísse a vigilância entomológica ou permitisse dispensar a articulação com os municípios. O enunciado sustenta ampliação da sensibilidade e antecipação da resposta, não substituição nem centralização excludente.
Dica para questões semelhantes
  • Quando o enunciado amplia o universo de casos considerados pela vigilância, a consequência imediata é maior sensibilidade e detecção mais precoce do cenário epidemiológico.
  • Se o texto afirma que os casos são acompanhados antes do encerramento, isso sustenta antecipação de medidas, não confirmação diagnóstica.
  • Menção expressa a ações integradas afasta conclusões de perda de relevância de uma das frentes de vigilância.
  • Sem indicação textual de centralização substitutiva, não se pode inferir dispensa de articulação com os municípios.

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