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Q893308 Economia

Acerca dos instrumentos de política econômica, julgue o item a seguir.


As alterações promovidas pelo governo federal nas regras de remuneração das fontes de recursos dos empréstimos do BNDES, aproximando-as, no médio prazo, ao custo de endividamento do Tesouro Nacional, qualifica-se como uma política fiscal contracionista, na medida em que reduz os subsídios implícitos ao setor produtivo.

Alternativas

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A alternativa correta é C - certo.

Vamos abordar o tema central da questão: política fiscal e suas implicações.

A questão refere-se a uma mudança nas regras de remuneração dos empréstimos do BNDES. Para entender o impacto disso, precisamos compreender como a política fiscal funciona. A política fiscal envolve o uso de gastos públicos e tributações para influenciar a economia. Quando o governo altera os subsídios, ele está utilizando um instrumento fiscal para influenciar o comportamento econômico.

No caso da questão, ao alinhar as regras de remuneração com o custo de endividamento do Tesouro Nacional, o governo está reduzindo os subsídios implícitos ao setor produtivo. Isso significa que as empresas terão menos incentivos financeiros fornecidos pelo governo, o que é uma característica de uma política fiscal contracionista. Essa política, geralmente, visa reduzir o déficit público ou controlar a inflação, diminuindo os gastos governamentais ou os incentivos econômicos.

Para justificar a alternativa correta:

1. Redução de Subsídios: A alteração nas regras faz com que os custos de empréstimos do BNDES aumentem para as empresas, similar ao custo de dívida do governo, eliminando assim parte dos subsídios.

2. Impacto Contracionista: Essa mudança é considerada contracionista porque reduz o suporte financeiro para as empresas, potencialmente desacelerando o crescimento econômico ou controlando a inflação, ao reduzir a demanda agregada.

Não há necessidade de analisar alternativas incorretas, já que a questão é de "Certo ou Errado".

Para interpretar questões como essa, procure sempre identificar se as medidas indicadas aumentam ou diminuem os gastos ou incentivos governamentais, pois isso indicará uma política fiscal expansionista ou contracionista.

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Comentários

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Suponho que as taxas de juros do BNDES deve ser maior que  as do TN, por isso, tornando-as mais caras, a PF pode ser contracionista.

 

NÃO tenho certeza disso. Preciso de alguém que saiba para confirmar o entendimento com fundamento.

 

Grato, abraços.

Ao aproximar os juros praticados pelo BNDES ao custo de endividamento do tesouro nacional, o estado efetivamente reduziu o subsídio aos empréstimos concedidos pelo BNDES. Ou seja, se antes o TN tinha um custo X e os juros que o BNDES praticava eram x/3, o estado arcava com 2/3 do empréstimo. Aumentando o juros para x/2, o estado arca apenas 1/2 do empréstimo, reduzindo assim os subsídios o que é uma medida contracionista. (Os valores são meramente exemplificativos)

É uma questão mal elaborada, conhecendo o modelo de prova CESPE deu pra responder sem titubear, mas empiricamente tal política pode ser adotada como forma de reduzir os gastos do governo com o subisídio ao setor produtivo com o fim de viabilizar uma ampliação da oferta de crédito aos agentes econômicos e assim aumentar o investimento e portanto o produto, o que em tese correspoderia a uma politica fiscal expansionista. Algo, portanto, que pode ser tratado numa discursiva, ficadica!

O BNDES é do governo, então o dinheiro vem do tesouro nacional. Quando o BNDES empresta a juros muito baixos, ele tem prejuízo, que é a diferença dos juros captados em títulos públicos (SELIC por exemplo) e os juros emprestados pelo BNDES. Se o BNDES aumenta os juros com que ele empresta, os subsídios serão diminuídos e menos pessoas vão pegar esse dinheiro emprestado, logo é uma política fiscal contracionista.

O BNDES é do governo, então o dinheiro vem do tesouro nacional. Quando o BNDES empresta a juros muito baixos, ele tem prejuízo, que é a diferença dos juros captados em títulos públicos (SELIC por exemplo) e os juros emprestados pelo BNDES. Se o BNDES aumenta os juros com que ele empresta, os subsídios serão diminuídos e menos pessoas vão pegar esse dinheiro emprestado, logo é uma política fiscal contracionista.

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