A forma correta do plural de “...vidro fumê...” é:

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Texto 5


Crônica de uma Jundiaí profunda: esmagando ideias!

Texto de Rodrigo Félix sociólogo, ciclista e cicloativista em Jundiaí



Será que uma ideia pode ser esmagada? Nossa história começa em uma cidade chamada Carrolândia! Cidade onde as pessoas se cortejam pelo ronco dos motores; onde não se olham nos olhos, mas sim pelo reflexo do vidro fumê; onde as buzinadas são a língua oficial. Cidade da saúde via carro (“Drive-thru” da vacina – que esqueceu, num primeiro momento, dos nãomotorizados); da cultura via carro (“Drive-in” do cinema cult); do sexo via carro (“Drive-in” do motel). A Carrolândia foi recentemente considerada a segunda melhor cidade do país para se viver, segundo pesquisa. Além disso, ganhou o título de cidade inteligente, opssss…., inteligente não, “Smart”! O título adequado seria “Smart Car City” (grifos meus). Mas será que ela é “Smart” e boa de se viver para todos os seus habitantes?


Alguns habitantes da Carrolândia devem ter passado despercebidos nesta última pesquisa sobre qualidade de vida. Trata-se de gente invisível que habita a cidade! É que nem todo mundo é cidadão aqui na Carrolândia. Adivinhem vocês, “carros leitores”, quem é que não é considerado gente nesse reino do motor? Quem adivinhar, aperte a buzina!
[...] 


Um desses seres invisíveis e que nunca alcançaram a cidadania na Carrolândia é o Seu Buiú. Jardineiro, 60 anos, morador da “Vila Carros Gomes”. Por necessidade, como muitos, fez da bicicleta seu meio de transporte, justo aqui no reino do motor! Seu Buiú é gente, mas é também um sem-carro, e por isso não perguntaram pra ele...


Seu Buiú, numa dessas andanças, desautorizadamente sem-motor, cruzou num sábado de manhã com um motorista de caminhão...
[...]


Pois bem, parados no farol, Buiú e o motorista, a luta está posta, ainda que nenhum dos lados quisesse de fato brigar! ... Era o último farol para que ambos pudessem “descansar”, cada um a seu modo. Buiú, por um acidente, relatos indicam que por um susto com o barulho do escapamento do caminhão (ou por qualquer outro motivo), perdeu o equilíbrio e caiu. Foi a nocaute antes mesmo que a luta pudesse começar. Numa fração de segundos, a luz verde… o farol autorizou a partida do motor e a partida espiritual!


Pergunto de novo, “carro leitor”, será que uma ideia pode ser esmagada?


Parece que na Carrolândia, cidade da carrocracia e do carrocentrismo, qualquer coisa pode ser esmagada! Para isso basta entrar sem um carro nesse campo de guerra que são as “vias exclusivas para compradores de veículos automotores”. Buiú tinha ideias, sonhos e planos. Queria voltar a ver seu filho, queria voltar para sua terra natal, sair da Carrolândia (supostamente a segunda melhor cidade para se dirig… opsss para se viver!). Buiú tinha muitas ideias na cabeça, mas essa parte do seu corpo não resistiu à pressão da Carrolândia, que estava toda contida naquela roda de caminhão!
[...]


https://passapalavra.info/2021/11/140889/

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Tema central: Esta questão envolve morfologia, especificamente a flexão de adjetivos de origem estrangeira na Língua Portuguesa, e exige atenção à concordância entre substantivo e adjetivo.

Justificativa da alternativa correta (D) – “vidros fumês”:

Na norma-padrão, é obrigatório ajustar o número do adjetivo àquele do substantivo ao qual se refere. O termo “fumê” vem do francês “fumé”, considerado um adjetivo na Língua Portuguesa. Quando usado para caracterizar algo, como “vidro”, precisa concordar em número:

• Singular: vidro fumê
• Plural: vidros fumês

Regras e gramáticas de referência: Segundo Celso Cunha & Lindley Cintra (Nova Gramática do Português Contemporâneo), “adjetivos derivados ou emprestados de línguas estrangeiras geralmente admitem pluralização regular”. Com isso, “fumê” recebe o “s”: fumês.

Análise das alternativas incorretas:

A) vidros fumê: Está errada porque “fumê” está invariável. Pela norma, o adjetivo deve concordar em plural com “vidros”. Frase correta: vidros fumês.

B) vidro fumês: Incorreta, pois mistura substantivo no singular com adjetivo no plural. A concordância deve ser mantida.

C) vidro fumêis: Errada porque a forma “fumêis” não existe na Língua Portuguesa; é uma forma inexistente de plural de “fumê”.

Estratégia para provas: Muita atenção a adjetivos de origem estrangeira. Mesmo que alguns permaneçam invariáveis, “fumê” admite flexão. Não caia em pegadinhas de plural, pois a banca pode induzir erro pelo uso inadequado do adjetivo ou por criar formas inexistentes.

Resumo: O correto, segundo a norma e gramáticas de referência, é vidros fumês, assegurando a orientação de que o adjetivo concorde em número com o substantivo. Lembre-se sempre de analisar se o adjetivo acompanha o plural do substantivo para evitar erros de concordância.

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Comentários

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  • Palavra Variável + Palavra Variável:Quando ambos os elementos do substantivo composto são variáveis, ambos vão para o plural.Exemplos: cota-parte (plural: cotas-partes), mão-boba (plural: mãos-bobas), segunda-feira (plural: segundas-feiras).

fonte: copilot

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