Segundo Amy Edmondson, como podemos evitar exagerar o taman...

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O texto seguinte servirá de base para responder às questões.

Quer ter sucesso? Primeiro, aprenda a falhar, diz professora de Harvard 

Quando Sara Blakely, fundadora da marca de roupas modeladoras Spanx, era criança, seu pai fazia uma pergunta incomum a ela e ao irmão durante o jantar: "Como você falhou esta semana?", questionava ele. "Ele nos incentivava a falhar e não ter medo disso", diz ela. "Se não tivéssemos algo para contar a ele naquela semana, ele ficaria desapontado."

Mas a maioria de nós tenta evitar o fracasso e se envergonha quando as coisas dão errado, afirma Amy Edmondson, professora de liderança na Harvard Business School e autora de "Right Kind of Wrong: The Science of Failing Well" (O tipo certo de errado: a ciência de fracassar bem, em tradução livre). Ela descreveu maneiras de processar nossos erros e aprender com eles.

COLOQUE SEU FRACASSO EM CONTEXTO

Quando falhamos, nossos cérebros tendem a "catastrofizar" e "acabamos com a resposta fisiológica e emocional do medo real", diz Edmondson. Mas é possível reenquadrar seus fracassos como experiências de vida necessárias.

Pergunte a si mesmo: "O que eu pretendia fazer? O que realmente aconteceu?"−essas perguntas não se tratam de focar em como você "estragou tudo", diz ela. É sobre examinar os fatos de forma imparcial. É possível se redimir ou corrigir o curso? Explorar essas questões pode evitar que você entre em pânico ou exagere o tamanho da sua falha, afirma.

APRENDA A MUDAR DE DIREÇÃO

Em vez de se lamentar depois de um revés, concentre-se no que você pode fazer para seguir em frente ou mudar de direção. Reconheça as maneiras pelas quais você pode conseguir se adaptar, sugere Edmondson.

Se, por exemplo, um relacionamento fracassou, você pode experimentar um novo aplicativo de namoro, fazer uma festa de divórcio ou dar um tempo de namorar e se reagrupar. Meça seu sucesso pelo progresso e aprendizado. "Um fracasso é um fim, mas uma mudança de direção olha para frente, em vez de para trás", diz ela.

COMPARTILHE DE FRACASSOS 

Humildade e honestidade são dois ingredientes essenciais da mentalidade de "fracassar bem", pontua Edmondson. E compartilhar nossos fracassos com os outros, indica , minimiza a vergonha, incentiva a sinceridade e oferece às pessoas a chance de aprender com os erros uns dos outros.

"Isso normaliza a realidade do fracasso para todos nós e cria uma conexão profunda", diz ela. 


https://www1.folha.uol.com.br/equilibrio/2023/10/quer-ter-sucesso-primeiro-aprenda-a-falhar-diz-professora-de-harvard.shtml
Segundo Amy Edmondson, como podemos evitar exagerar o tamanho de nossos fracassos?
Alternativas

Gabarito comentado

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Tema: Interpretação de texto (compreensão literal e identificação da estratégia defendida pela autora).

Estratégia para resolver:

  • Localize no texto o trecho introduzido por “Segundo Amy Edmondson...” ou equivalentes. Esse tipo de marcador (“Segundo...”) indica que a resposta deve vir diretamente das ideias da autora citada.
  • Observe as palavras-chave que orientam a ação: “Pergunte a si mesmo...”, “examinar os fatos de forma imparcial”, “evitar entrar em pânico”, “não focar em como você ‘estragou tudo’”.
  • Atenção à pegadinha: alternativas que descrevem o problema (medo, catastrofização) ou a fuga (ignorar) não são a solução recomendada no texto.

Gabarito: Alternativa A

Por que a A está correta? Porque a autora propõe reenquadrar o fracasso com perguntas objetivas — o que eu pretendia fazer? e o que realmente aconteceu? — para examinar os fatos de forma imparcial e, assim, evitar o pânico e o exagero do tamanho da falha. Essa é exatamente a técnica apresentada para não “catastrofizar”.

Análise das alternativas incorretas:

  • B — “Focando em como ‘estragamos tudo’.” Incorreta. O próprio texto adverte que essas perguntas não servem para focar em “estragar tudo”; o objetivo é a análise objetiva dos fatos, não a autocrítica destrutiva.
  • C — “Enfatizando a resposta fisiológica do medo real.” Incorreta. A autora diz que o cérebro tende a isso (catastrofização), e justamente por isso recomenda reenquadrar a situação. Enfatizar o medo reforça o problema, não o soluciona.
  • D — “Ignorando completamente a situação do fracasso.” Incorreta. A orientação é o oposto: examinar o que ocorreu, considerar possibilidade de correção de curso e aprender com o evento. Ignorar impede o aprendizado e mantém o exagero.

Pontos de leitura que ajudam na prova:

  • Marcadores discursivos: “Mas”, “É possível”, “Pergunte a si mesmo” introduzem mudança de foco (da emoção ao fato) e instruções práticas.
  • Aspas no texto: sinalizam citação e termos empregados com valor específico (“catastrofizar”, “estragou tudo”). Segundo a gramática normativa (Bechara; Cunha & Cintra), as aspas marcam citação literal ou destaque semântico, o que orienta a interpretação fiel ao enunciado.
  • Coesão e coerência: a sequência “perguntas objetivas → exame imparcial → evitar exagero” mostra a relação de causa e efeito. Escolha a alternativa que respeita essa cadeia.

Dica para futuras questões: quando o enunciado trouxer “Segundo [autor]”, busque a técnica ou o procedimento recomendado, não sentimentos ou reações automáticas descritas no texto.

Resposta final: A — Perguntando a nós mesmos sobre o que pretendíamos fazer e o que realmente aconteceu.

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