Uma criança de 3 anos ingeriu acidentalmente uma quantidade ...
Gabarito comentado
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Tema central: Ingestão acidental de substância alcalina (produtos de limpeza industrial) em pediatria. O enfoque é a conduta inicial frente a sintomas como sialorreia, disfagia e dor torácica, sem sinais de instabilidade hemodinâmica ou perfuração.
Justificativa da alternativa correta (E):
Realizar endoscopia digestiva alta (EDA) nas primeiras 24 horas é a conduta indicada. Conforme o Protocolo Médico-Assistencial em Pediatria da UFT e revisão da literatura (Revista Médica de Minas Gerais), a EDA permite avaliar a extensão da lesão gástrica e esofágica, classificar o grau da queimadura e planejar o seguimento. O exame endoscópico é seguro nas primeiras 12-24 horas e evita riscos de perfuração quando realizado após 48-72 horas, devido à fragilidade tecidual aumentada nesse período.
Segundo os protocolos descritos: “A endoscopia digestiva alta é exame importante para o diagnóstico das lesões esofágicas e/ou gástricas, assim como para planejamento do tratamento e seguimento do paciente.” (Protocolo UFT, p. 67).
Análise das alternativas incorretas:
- A) Indução de vômito e lavagem gástrica: Contraindicados. Podem provocar nova lesão pelo refluxo do cáustico, aumentando risco de perfuração.
- B) Corticoide IV e antibióticos: Condutas não recomendadas rotineiramente. Corticoides têm eficácia controversa na prevenção de estenoses; antibióticos são usados apenas se houver infecção instalada.
- C) Sonda nasogástrica: Contraindicada na fase aguda, pois pode causar perfuração em mucosa já comprometida.
- D) Neutralização com ácido: Não se recomenda, pois reações exotérmicas aumentam a gravidade do dano tecidual.
Dica de prova: Sempre desconfie de alternativas que proponham “lavagem gástrica”, “indução de vômito” ou “neutralização química” após ingestão de cáusticos – são potencialmente perigosas e contraindicadas na literatura moderna (Manual MSD, UpToDate).
Conclusão: Realizar a EDA nas primeiras 24 horas é o padrão-ouro para definir extensão do dano, prognóstico e orientar tratamento. Atenção à estabilidade clínica e sinais de perfuração, que contraindicam o procedimento imediato.
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