Criança de 10 anos com diagnóstico prévio de retocolite ulce...

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Q3367492 Medicina
Criança de 10 anos com diagnóstico prévio de retocolite ulcerativa que evoluiu, nos últimos cinco dias, com diarreia sanguinolenta intensa (nove episódios/dia), dor abdominal contínua com despertar noturno, urgência fecal e tenesmo. No exame físico, apresenta hipotensão leve (PA: P5-10 para idade), taquicardia (FC: 120 bpm) e febre (38,2 ºC). O exame abdominal revela sensibilidade difusa, sem sinais de peritonite. Os exames laboratoriais mostram hemoglobina de 9,5 g/dL, PCR de 80 mg/L e albumina de 2,8 g/dL. Diante desse quadro clínico, qual a melhor conduta inicial?
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Tema central:
O caso trata de uma colite ulcerativa aguda grave em uma criança. Reconhecer este quadro é fundamental, pois exige intervenção rápida e hospitalar.

Raciocínio para a conduta correta (Alternativa E):
A criança apresenta sintomas graves: diarreia sanguinolenta intensa, dor abdominal contínua, febre, taquicardia e hipotensão leve. Os exames reforçam atividade inflamatória sistêmica (PCR elevada), anemia e hipoalbuminemia. Segundo diretrizes como o PCDT da Retocolite Ulcerativa e a World Gastroenterology Organisation, o tratamento inicial de escolha é corticóide intravenoso, em ambiente hospitalar, com acompanhamento rigoroso e reavaliação entre 3 e 5 dias (“Pacientes devem ser tratados em ambiente hospitalar com corticóide IV…” – PCDT, MS).

Pontos-chave:
- Corticoterapia IV controla rápido a inflamação e evita complicações.
- Complicações graves exigem monitorização hospitalar.

Análise crítica das alternativas incorretas:

A) Errada. Antibióticos não são indicados rotineiramente a não ser que haja infecção, e a nutrição parenteral exclusiva não é tratamento primário.
B) Errada. Imunobiológicos ou ciclosporina são resgate após falha de corticoides IV, nunca primeira escolha.
C) Errada. Mesalazina e dieta são opções para quadros leves/moderados. O caso requer terapia agressiva.
D) Errada. Prednisona oral e alta são insuficientes para colite grave — há risco elevado de complicações.

Estratégia para provas:
Atenção às palavras indicativas de gravidade (ex: instabilidade hemodinâmica, alteração laboratorial marcante). Em colite grave, manuseio deve ser agressivo e hospitalar. Pegadinhas comuns incluem indicar tratamento ambulatorial ou escalonar imunossupressor antes de corticoterapia IV.

Referências essenciais:
Trechos do PCDT e diretrizes internacionais reforçam a escolha do corticoide IV inicial em ambiente hospitalar para casos graves.

Resumo:
O tratamento inicial ideal para colite ulcerativa aguda grave é corticoterapia intravenosa e observação hospitalar, alinhando-se às melhores práticas e protocolos nacionais e internacionais.

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