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Q3367487 Medicina
Durante uma endoscopia de urgência, de um paciente de 7 anos que procurou atendimento devido a dor torácica aguda intensa após ingerir carne em uma churrascaria, não se identifica impactação alimentar, mas observa-se uma estenose no terço inferior do esôfago que não é transponível pelo endoscópio de 6 mm. Diante dessa situação, qual é a melhor conduta?
Alternativas

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Tema central: A questão aborda a conduta frente a uma estenose esofágica em criança, diagnosticada durante endoscopia, com obstrução não transponível pelo endoscópio de 6 mm.

Entendimento do caso: Crianças podem apresentar estenose esofágica por várias causas (como refluxo gastroesofágico, ingestão de cáusticos ou pós-cirurgias). O achado de "estenose não transponível" indica um estreitamento significativo, impedindo o progresso do endoscópio fino.

Justificativa da Alternativa Correta (A): Realizar dilatação esofágica é o padrão-ouro para tratar estenoses esofágicas benignas em pediatria. Segundo o artigo "Tratamento das estenoses esofágicas por dilatação endoscópica em crianças e adolescentes" do Jornal de Pediatria:
“A dilatação endoscópica é o tratamento de escolha e se inicia quando há resolução do processo inflamatório, geralmente 3 a 4 semanas após o acidente. São realizadas sessões sequenciais...”

Esse método promove alívio dos sintomas e restaura a função do esôfago, sendo seguro e eficaz (mais de 70% de resposta favorável conforme análise retrospectiva citada).

Análise crítica das alternativas incorretas:

B) Iniciar com corticosteróide sistêmico: Não indicado para manejo imediato de estenose instalada. Corticoides podem ser usados em doenças inflamatórias específicas, mas não restauram a patência mecânica do esôfago.

C) Iniciar com budesonida deglutida: Budesonida oral possui função anti-inflamatória, especialmente em esofagite eosinofílica; não é solução para estenose física não transponível.

D) Iniciar com inibidor de bomba de próton: IBP reduz agressão ácida, sendo útil no controle do refluxo e prevenção, mas não resolve o quadro obstrutivo imediato.

E) Modificar para o endoscópio de 4 mm: Embora técnicas pediátricas usem endoscópios finos, a impossibilidade de transposição já demonstra estenose crítica. Persistir com endoscópios menores não corrige o problema.

Estratégia de prova: Preste atenção aos termos “não transponível pelo endoscópio de 6 mm” e “estenose”, o que indica que a passagem não pode ser restaurada por medicamentos ou instrumentos menores, mas sim com intervenção dilatadora.

Resumo: A dilatação endoscópica é a principal abordagem em estenoses esofágicas benignas, conforme demonstrado pelas diretrizes e literatura especializada em Pediatria.

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