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Q3773047 Medicina
Um paciente de 45 anos, executivo, refere quadro de dor epigástrica em queimação há 2 meses, que melhora com a alimentação e piora 2 a 3 horas após as refeições, despertando-o à noite. Ele nega perda de peso, mas admite uso frequente de anti-inflamatórios não esteroides (AINEs) por cefaleia tensional e relata alto nível de estresse no trabalho. Uma endoscopia digestiva alta é realizada e evidencia uma úlcera de 1,5 cm de diâmetro na parede anterior do bulbo duodenal. O teste de urease para Helicobacter pylori na biópsia gástrica resulta positivo. Sobre a fisiopatologia e o tratamento desta condição, analise as afirmativas a seguir:

I.A fisiopatologia da úlcera duodenal envolve um desequilíbrio entre fatores agressores e protetores da mucosa. Neste caso, há dois fatores agressores principais: a infecção por H. pylori, que aumenta a secreção de gastrina e ácido clorídrico, e o uso de AINEs, que inibem a produção de prostaglandinas protetoras da mucosa.
II.O tratamento visa a erradicação do H. pylori, a cicatrização da úlcera e a prevenção de recorrências. O esquema de primeira linha preconizado no Brasil envolve a combinação de um inibidor de bomba de prótons (IBP) em dose dupla com dois antibióticos, como amoxicilina e claritromicina, por 14 dias.
III.Após o término do tratamento de erradicação, é mandatório manter o uso contínuo de um IBP por tempo indeterminado para prevenir a recidiva da úlcera, mesmo com a confirmação da erradicação da bactéria.

Está correto o que se afirma em:
Alternativas