Leia o fragmento a seguir, retirado do livro A disciplina do...
Abro uma antiga mala de velharias e lá encontro minha máscara de esgrima. Emocionante o momento em que púnhamos a máscara – tela tão fina – e nos enfrentávamos mascarados, sem feições. A túnica branca com o coração em relevo no lado esquerdo do peito, “olha esse alvo sem defesa, menina, defenda esse alvo!” – advertia o professor e eu me confundia e o florete do adversário tocava reto no meu coração exposto.
Os elementos em destaque no fragmento são exemplos de:
- Gabarito Comentado (1)
- Aulas (6)
- Comentários (1)
- Estatísticas
- Cadernos
- Criar anotações
- Notificar Erro
Gabarito comentado
Confira o gabarito comentado por um dos nossos professores
Tema central: Coesão textual e anáfora associativa, sujeitos essenciais para a compreensão de sentidos implícitos em textos e amplamente cobrados em concursos para a área de Língua Portuguesa.
Justificativa da alternativa correta – Letra A (Anáfora associativa):
Os termos em destaque, como “a túnica branca com o coração em relevo” e “o florete do adversário”, são clássicos exemplos de anáfora associativa. Nesse mecanismo, segundo Bechara (“Moderna Gramática Portuguesa”) e Haag & Othero, faz-se referência a um elemento que ainda não foi citado no texto, mas que pode ser deduzido a partir do contexto ou de conhecimentos compartilhados entre autor e leitor.
Por exemplo: ao mencionar “a túnica branca”, infere-se que faz parte do universo da esgrima, sugerido no começo do fragmento. Não se nomeou a túnica antes, mas o contexto supre a informação. Estratégia para a prova: Sempre que identificar elementos compreendidos pelo contexto, mas não explicitamente mencionados, há grande chance de estarmos diante de uma anáfora associativa.
Análise das alternativas incorretas:
B) Anáfora indireta: Embora a anáfora associativa seja subtipo da indireta, o termo é mais amplo e não revela o tipo de inferência contextual exigida pela questão. Prefira sempre a alternativa mais específica e adequada à conceituação gramatical.
C) Anáfora didática: Não existe essa classificação na tradição da gramática normativa. O termo não faz parte das nomenclaturas reconhecidas nem por Evanildo Bechara, nem por Cunha & Cintra.
D) Anáfora especificadora: Igualmente, não é termo consagrado pela gramática normativa padrão. Pode confundir, pois “especificar” sugere explicar mais claramente, o que não é o caso.
Pontos centrais do texto e estratégias:
O fragmento destaca objetos ligados ao universo da esgrima, que o leitor associa automaticamente, mesmo sem menção prévia. Essa inferência é a chave para acertar questões de coesão textual.
Dica para provas: Cuidado com pegadinhas em nomenclaturas (“didática”, “especificadora”) que não têm respaldo gramatical. Priorize termos reconhecidos pelas gramáticas de referência, como Bechara e Cunha & Cintra.
Gostou do comentário? Deixe sua avaliação aqui embaixo!
Clique para visualizar este gabarito
Visualize o gabarito desta questão clicando no botão abaixo
Comentários
Veja os comentários dos nossos alunos
[GABARITO: LETRA A]
- Anáfora associativa: A anáfora associativa ocorre quando um termo ou ideia é retomado por meio de uma palavra ou expressão que está semanticamente relacionada, mas não necessariamente gramaticalmente relacionada, ao termo anterior. Em vez de usar pronomes ou repetição direta, a anáfora associativa estabelece uma conexão lógica entre as palavras. Por exemplo: "O cheiro da comida encheu a sala. Todos se aproximaram, famintos."
- Anáfora indireta: A anáfora indireta ocorre quando um termo é retomado por meio de uma expressão, palavra ou referência implícita que se relaciona com o termo anterior, sem repeti-lo diretamente. Geralmente, é utilizada para evitar repetições excessivas no texto. Por exemplo: "Maria comprou uma casa nova. Ela estava muito animada com a conquista."
- Anáfora didática: Não é um termo comumente utilizado para descrever um tipo específico de anáfora. No contexto didático, pode-se referir ao uso de anáforas para fins de ensino, explicação ou ilustração de conceitos em um texto instrucional ou educacional.
- Anáfora especificadora: Não é um termo comumente utilizado na linguística para descrever um tipo específico de anáfora. Pode ser uma referência a uma anáfora que especifica ou identifica de forma mais precisa um termo anterior, fornecendo detalhes ou esclarecimentos adicionais.
É importante ressaltar que esses termos podem não ser reconhecidos como classificações tradicionais da anáfora na linguística, mas podem ter sido propostos em outros contextos ou com outros significados específicos.
Clique para visualizar este comentário
Visualize os comentários desta questão clicando no botão abaixo