No pós-operatório imediato, o choque hipovolêmico é uma das ...

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Q3768762 Enfermagem

No pós-operatório imediato, o choque hipovolêmico é uma das complicações que pode levar o paciente a óbito.



Assinale a alternativa que apresenta corretamente os principais sinais e sintomas que o técnico de enfermagem pode observar nesse caso.

Alternativas

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Gabarito: C

Fundamento decisivo: No choque hipovolêmico há perda aguda de volume intravascular com hipoperfusão tecidual e resposta simpática compensatória; por isso, o quadro esperado no pós-operatório imediato é de taquicardia de pulso filiforme, hipotensão, pele fria e pálida, sudorese fria, cianose periférica, agitação e oligúria/anúria. Esse conjunto está reunido na alternativa C.

Tema central: Choque hipovolêmico
Análise das alternativas
A
Errada
Está errada porque congestão pulmonar, dispneia intensa e estertores crepitantes apontam para falência de bomba com congestão retrógrada, quadro mais compatível com choque cardiogênico ou edema agudo de pulmão. No choque hipovolêmico típico predominam sinais de baixa perfusão periférica, e não congestão pulmonar.
B
Errada
Está errada porque rubor cutâneo, urticária, edema de face e de vias aéreas superiores caracterizam mecanismo anafilático, com vasodilatação e aumento de permeabilidade, e não perda aguda de volume intravascular como causa principal. Taquicardia e hipotensão isoladamente não definem hipovolemia quando há sinais cutâneo-mucosos alérgicos e acometimento de vias aéreas.
C
Certa
A alternativa C está correta porque reúne o padrão clínico típico do choque hipovolêmico: perda de volume circulante efetivo reduz a pré-carga, o débito cardíaco e a perfusão tecidual. A compensação simpática produz taquicardia, pulso fino/filiforme, vasoconstrição periférica, palidez e sudorese fria. A hipoperfusão orgânica explica oligúria ou anúria e agitação psicomotora; em casos graves pode haver hipotermia e cianose periférica.
D
Errada
Está errada porque febre alta, pele quente e ruborizada e sinais de inflamação sistêmica são mais compatíveis com choque séptico distributivo, especialmente na fase hiperdinâmica. O choque hipovolêmico cursa com vasoconstrição periférica, pele fria e pálida, e não com fenótipo quente e ruborizado.
E
Errada
Está errada porque descreve alterações discretas, incompletas e pouco características de choque hipovolêmico estabelecido. O enunciado pede os principais sinais e sintomas do choque hipovolêmico, e nesse contexto se espera repercussão sistêmica de hipoperfusão, não palidez localizada, dispneia apenas aos esforços e redução apenas leve da diurese.
Pegadinha da questão
A banca explorou a confusão entre tipos de choque: todas trazem hipotensão e taquicardia em algum grau, mas o decisivo era diferenciar o padrão de hipoperfusão fria do choque hipovolêmico dos padrões com congestão pulmonar, reação alérgica ou vasodilatação séptica.
Dica para questões semelhantes
  • Em choque hipovolêmico, procure o conjunto de baixa perfusão periférica: pele fria e pálida, sudorese, pulso fino, hipotensão e oligúria.
  • Estertores e congestão pulmonar afastam hipovolemia isolada e favorecem choque cardiogênico.
  • Urticária, rubor e edema de vias aéreas mudam a etiologia para anafilaxia, mesmo que haja hipotensão.
  • Febre alta com pele quente e ruborizada sugere padrão séptico distributivo, não hipovolêmico.

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Taquicardia filiforme, hipotensão arterial, dispneia, palidez cutâneo-mucosa, sudorese fria, hipotermia, cianose periférica, agitação psicomotora, oligúria ou anúria.

GAB C

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