Durante a rotina de limpeza e alimentação, um tratador pre...

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Q3990226 Veterinária
Durante a rotina de limpeza e alimentação, um tratador precisa manejar diversos animais em recintos diferentes. Ele nota que uma das capivaras apresenta secreção nasal e espirros. Apesar disso, ele continua o trabalho sem trocar as luvas ou higienizar os equipamentos antes de cuidar de outras espécies. Com base nas boas práticas de higiene e prevenção de riscos, em relação à conduta do tratador nessa situação, assinale a alternativa correta.
Alternativas

Gabarito comentado

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Gabarito: A

Fundamento decisivo: Na biossegurança veterinária, sinais respiratórios sugestivos de doença em um animal exigem precaução imediata: o manejo deve seguir do saudável para o suspeito/doente, com troca de luvas e higienização de materiais e equipamentos entre recintos. Como o tratador continuou para outras espécies após contato com a capivara sintomática, sem essas medidas, houve risco de contaminação cruzada.

Tema central: Contaminação cruzada
Análise das alternativas
A
Certa
A alternativa A está correta porque identifica a falha de fluxo no manejo: animais suspeitos ou doentes devem ser atendidos por último para reduzir transmissão por contato e por fômites entre recintos. No caso, havia sinais clínicos respiratórios e o tratador não trocou luvas nem higienizou os equipamentos antes de seguir para outros animais, o que torna a A a única compatível com a prevenção de contaminação cruzada.
B
Errada
Está errada porque sinais clínicos leves também acionam precauções de biossegurança quando podem indicar doença transmissível. O erro do tratador não foi perceber os sinais, mas continuar o manejo sem troca de luvas nem higienização de equipamentos. A suspeita clínica já basta para reforçar medidas preventivas, sem exigir gravidade.
C
Errada
Está errada porque o uso de luvas não é o problema; luvas são barreira indicada em risco biológico. O erro foi usá-las como se dessem proteção absoluta e mantê-las ao passar para outros recintos. Luvas se contaminam durante o uso e podem carrear agentes se não forem trocadas adequadamente; além disso, não eliminam completamente a transmissão.
D
Errada
Está errada porque a higiene das mãos é uma medida central entre atividades com risco de transmissão, inclusive após contato com animal suspeito e após a retirada das luvas. Adiar a higienização para o fim do expediente mantém a cadeia de transmissão durante toda a rotina. Ressecamento da pele não é critério técnico para postergar essa medida.
E
Errada
Está errada porque a segregação de animal doente ou suspeito não depende de confirmação laboratorial. A base é explícita em que a suspeita clínica já justifica separação e reforço de precauções, justamente para reduzir disseminação enquanto o diagnóstico etiológico ainda não está definido.
Pegadinha da questão
A banca explora a confusão entre caso suspeito e caso confirmado: as medidas de biossegurança devem começar na suspeita clínica, não apenas após exame confirmatório. Também testa a falsa ideia de que luvas, sozinhas, impedem completamente a transmissão.
Dica para questões semelhantes
  • Sinal clínico sugestivo de infecção já exige precaução imediata; não espere gravidade nem confirmação laboratorial.
  • Na rotina de manejo, pense no fluxo do limpo para o suspeito/contaminado: animais saudáveis primeiro, suspeitos ou doentes por último.
  • Luvas, mãos, utensílios e equipamentos podem funcionar como veículos de transmissão se não houver troca e higienização entre recintos.

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