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Q2185166 Medicina
Constitui fator de risco para a Apneia obstrutiva do sono residual pós- adenotonsilectomia em crianças: 
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Tema central: O foco desta questão é a Apneia Obstrutiva do Sono (AOS) residual em crianças após adenotonsilectomia. Embora a cirurgia seja o padrão ouro para quadros de AOS com hipertrofia de amígdalas e adenoides, a presença de alterações anatômicas craniofaciais pode determinar se a apneia persiste pós-operatório.

Justificativa para a alternativa correta (C): A deficiência transversal da maxila refere-se ao estreitamento do arco maxilar. Isso provoca redução do espaço nas vias aéreas superiores, favorecendo o colapso durante o sono. Mesmo após a remoção das estruturas linfoides, a arquitetura óssea desfavorável mantém a obstrução. Diversas diretrizes e estudos clínicos apontam a deficiência maxilar como fator anatômico relevante — de acordo com o Projeto Diretrizes da AMB/CFM: “anormalidades craniofaciais [...] podem contribuir para a apneia residual pós-adenotonsilectomia.”
Portanto, a alternativa C) Deficiência transversal da maxila está correta.

Análise das alternativas incorretas:

  • A) Escore Z abaixo da média: O escore Z indica déficit pondero-estatural, que pode ser consequência crônica da AOS, mas não é fator de risco anatômico para persistência da apneia pós-cirurgia.
  • B) Perfil facial classe I de Angle: O perfil classe I descreve relação normal entre maxila e mandíbula, não associado à obstrução residual.
  • D) Prognatismo mandibular: O avanço mandibular pode até aumentar o espaço retrolíngueo, não sendo reconhecido como fator de risco para AOS.
  • E) Fossas nasais pérvias: Vias nasais livres favorecem a respiração nasal e reduzem risco de obstrução durante o sono.

Principais Pegadinhas: Atenção aos termos anatômicos (maxila, mandíbula, classe I) pois pequenas diferenças mudam a resposta. Nem todo achado clínico é fator de risco; diferencie consequências de causas anatômicas.

Dica de protocolo: O Ministério da Saúde e sociedades científicas recomendam a avaliação ortodôntica em casos de persistência da AOS após cirurgia.

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A resposta correta é a alternativa C, deficiência transversal da maxila. A apneia obstrutiva do sono é uma condição em que a pessoa tem dificuldade em respirar durante o sono devido à obstrução das vias aéreas superiores. A adenotonsilectomia é uma cirurgia que remove as adenoides e amígdalas, que são tecidos que podem contribuir para a obstrução das vias aéreas. No entanto, em crianças com deficiência transversal da maxila, a cirurgia pode não ser suficiente para corrigir a apneia obstrutiva do sono, porque a falta de espaço na maxila pode ainda causar obstrução das vias aéreas. Por isso, a deficiência transversal da maxila é um fator de risco para a apneia obstrutiva do sono residual pós-adenotonsilectomia em crianças. As outras alternativas não estão diretamente relacionadas com a apneia obstrutiva do sono residual pós-adenotonsilectomia em crianças.

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