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Q3613989 Educação Artística
O uso das novas Tecnologias de Comunicação e Informação (TICs) no ensino de arte tem sido cada vez mais recorrente na sala de aula. A fim de evitar o uso superficial das novas tecnologias em sala de aula, o professor deverá criar atividades que desenvolvam e aprimorem o sensível, o simbólico e a expressividade do aluno. Trata-se de um uso superficial das novas TICs na sala de aula:
Alternativas

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Alternativa correta: D — Incentivo à “livre expressão” dos alunos por meio das redes sociais.

Tema central: uso pedagógico das TICs no Ensino de Arte. O foco é diferenciar um uso superficial (instrumental, sem mediação e objetivos estéticos) de um uso significativo (com autoria, processos criativos, apreciação e contextualização).

Resumo teórico: As TICs são meios e linguagens artísticas; seu uso deve ser intencional e mediado, articulando fazer, apreciar e contextualizar (Proposta Triangular de Ana Mae Barbosa). A BNCC/Arte (2017) orienta para a cultura digital com criação autoral, reflexão crítica e ética. A superficialidade ocorre quando a tecnologia vira fim em si mesma ou quando se limita a postar/“curtir” sem processo criativo, curadoria ou critérios estéticos. Referências: BNCC (Brasil, 2017), PCN Arte (1997-1998), UNESCO ICT-CFT (2018).

Por que a D é correta (superficial): “Livre expressão” nas redes, sem mediação pedagógica, objetivos ou critérios, tende ao espontaneísmo e ao exibicionismo digital (likes/engajamento), não assegurando o desenvolvimento do sensível, do simbólico e da expressividade de modo consciente. Falta planejamento artístico, análise de obras, curadoria e contextualização cultural — elementos exigidos pelas diretrizes curriculares.

Análise das alternativas incorretas:

A) Exposição virtual de arte dos alunos — Promove curadoria, seleção e organização de obras, escrita de textos de mediação, expografia digital e diálogo com o público. Envolve apreciação e contextualização, evitando o uso meramente instrumental da tecnologia.

B) Podcasts sobre artistas contemporâneos — Exige pesquisa, roteirização, escolhas estéticas de linguagem sonora (voz, trilha, paisagem sonora) e análise crítica de obras. Desenvolve autoria e pensamento estético, alinhado à cultura digital da BNCC.

C) Curtas-metragens com celular — Mobiliza linguagem audiovisual (roteiro, enquadramento, luz, composição, montagem, trilha), além de reflexão e expressão autoral. É prática de criação consistente, não superficial.

Estratégias de interpretação:

  • Identifique palavras-sinal: superficial x autoria/processo/curadoria.
  • Prefira alternativas com objetivos claros, mediação docente e critérios estéticos; desconfie de propostas vagas como “incentivar livre expressão” em redes sem orientação.
  • Cheque a presença do tripé fazer–apreciar–contextualizar; quanto mais processos e reflexão, menos superficial é o uso.

Fontes de referência: BNCC – Arte (Brasil, 2017); PCN Arte (1997-1998); Ana Mae Barbosa – Proposta Triangular; UNESCO ICT Competency Framework for Teachers (2018).

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