Em casos de fístula de quarto arco branquial, pode-se encontrar
Em casos de fístula de quarto arco branquial, pode-se encontrar
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Gabarito comentado:
Tema central: A questão aborda fístula de quarto arco branquial, uma rara anomalia congênita do pescoço, relevante para a prática do cirurgião pediátrico, pois é causa incomum de infecções cervicais recorrentes, especialmente envolvendo a glândula tireoide.
Justificativa da alternativa correta:
C) Tireoidite recorrente. Esta é a alternativa correta porque, clinicamente, a principal manifestação das fístulas do quarto arco branquial é a tireoidite supurativa recorrente, normalmente à esquerda. A comunicação anômala do seio piriforme com a glândula tireoide permite a entrada de bactérias provenientes da orofaringe, gerando infecções repetidas. Importantes revisões brasileiras citam: “Episódios recorrentes de tireoidite em crianças devem levantar suspeita para anomalias do quarto arco branquial” (Revista da Associação Médica Brasileira).
Em exames, pode-se identificar trajeto fistuloso partindo do seio piriforme até a tireoide, frequentemente por endoscopia.
Análise das alternativas incorretas:
A) trajeto desde a porção clavicular do esternocleidomastoideo à parte cefálica do seio piriforme.
Incorreta: Esse trajeto é típico das fístulas do segundo arco branquial. As do quarto arco se originam no seio piriforme e podem descer até a tireoide ou mediastino.
B) tecido tímico e paratireodiano no trajeto.
Incorreta: A presença de tecidos tímico e paratireoide é característica de fístulas do terceiro arco branquial, não do quarto.
D) episódios repetidos de infecção cervical alta.
Parcialmente correta, mas vaga: Embora fístulas do quarto arco possam causar infecções cervicais, a tireoidite recorrente é a apresentação mais típica e precisa, tornando esta alternativa menos adequada.
E) evidência do orifício interno no esôfago, ao deglutograma com bário.
Incorreta: O orifício interno geralmente está no seio piriforme, não no esôfago. O deglutograma pode sugerir o trajeto, mas o achado típico é na hipofaringe.
Dica para provas: Atenção a associações de arco branquial com estruturas anatômicas (tireoide, timo, seio piriforme) e sintomas específicos, evitando distrações por descrições parecidas de fístulas de outros arcos.
Referência: “Tumores congênitos do pescoço”, Revista da Associação Médica Brasileira (ver seção sobre quarto arco branquial).
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