A Encefalopatia Hepática (EH) é uma disfunção cerebral que p...

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Q3080129 Medicina
A Encefalopatia Hepática (EH) é uma disfunção cerebral que pode ser considerada uma síndrome neuropsiquiátrica complexa, acometendo geralmente pessoas que apresentam um quadro de cirrose em geral, cirrose descompensada e na presença de shunts porto-sistêmicos (TIPS). Devido à grande variabilidade dos sintomas, vem sendo utilizado de forma mais ampla, na prática clínica, o sistema de pontuação de gravidade da EH de West-Haven, com base em uma escala de 0 a 4. Esses critérios variam das manifestações psicomotoras mínimas ao estado de coma. Como se classifica, de acordo com os critérios de West-Haven, para graduação da EH, o paciente com Letargia ou apatia, lentidão nas respostas, desorinetação, alterações de personalidade e comportamento inadequado, flapping?
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Tema central: A questão aborda a classificação da Encefalopatia Hepática (EH) pela escala de West Haven, fundamental para graduar a gravidade do quadro clínico em pacientes com doença hepática avançada, especialmente cirrose descompensada ou com shunts portossistêmicos, auxiliando no manejo e prognóstico.

Justificativa da alternativa correta (B – Grau 2):

Segundo a escala de West Haven, amplamente referenciada em diretrizes como as do Ministério da Saúde e textos como o Harrison’s, os critérios para Grau 2 incluem:

  • Letargia ou apatia
  • Desorientação no tempo
  • Alteração de personalidade, comportamento inadequado
  • Lentidão nas respostas
  • Asterixis (“flapping”)

O enunciado descreve exatamente essas manifestações clínicas. Segundo as Linhas de Cuidado do Ministério da Saúde, “Grau II: Letargia ou apatia, alteração de personalidade, comportamento inapropriado e asterixis.” Portanto, a alternativa B é fundamentada cientificamente e alinhada às principais diretrizes.

Análise das alternativas incorretas:

  • A) Grau 1: Corresponde a alterações muito leves, como euforia ou ansiedade, dificuldade de atenção e alteração sutil do sono, sem letargia, desorientação ou flapping. Não contempla o quadro descrito.
  • C) Grau 3: Indica sonolência a estupor, confusão severa e resposta só a estímulos, além de desorientação espacial. O paciente ainda interage e apresenta apenas lentidão – quadro mais leve que Grau 3.
  • D) Grau 4: Coma, sem resposta até a dor. O paciente do caso mantém algum grau de reatividade, descarta-se o grau 4.

Estratégia de leitura e pegadinha na questão:

Ao resolver questões desse tipo, atente-se para sintomas-chave (letargia, flapping, desorientação, mudança de personalidade) pois estes delimitam o grau correto na escala. Termos como “apatia” e “alteração de comportamento” são indicativos de Grau 2. Cuidado para não confundir sintomas mais graves (sonolência, coma) com graus elevados!

Diretriz de referência:

Consulte sempre protocolos oficiais, como o Ministério da Saúde e manuais reconhecidos (Harrison’s, UpToDate), reforçando a importância da estratificação clínica correta para conduta e prognóstico.

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